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Mundo A fortuna de Mark Zuckerberg ultrapassou os 100 bilhões de dólares pela primeira vez, e ele entra para o clube de Bezos e Gates

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A fortuna de Zuckerberg deriva em grande parte de sua participação de 13% no Facebook. (Foto: Reprodução)

O patrimônio líquido de Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, ultrapassou US$ 100 bilhões pela primeira vez na quinta-feira, depois que as ações da rede social atingiram um recorde em meio ao otimismo sobre o lançamento do aplicativo Reels, concorrente inspirado no TikTok.

Agora, o executivo de 36 anos se iguala aos titãs da tecnologia Jeff Bezos, da Amazon, e Bill Gates, da Microsoft, como as únicas pessoas no mundo atualmente com fortunas acima da marca dos US$ 100 bilhões, de acordo com o Índice de Bilionários Bloomberg.

A fortuna de Zuckerberg deriva em grande parte de sua participação de 13% no Facebook.

Os fundadores das maiores empresas de tecnologia dos EUA aumentam suas fortunas em ritmo alucinante neste ano, beneficiados pelo maior número de pessoas on-line em meio à pandemia de coronavírus.

Ao mesmo tempo, a economia dos EUA encolhe no ritmo mais rápido já registrado.

Zuckerberg ficou cerca de US$ 22 bilhões mais rico neste ano, enquanto Bezos aumentou sua fortuna em mais de US$ 75 bilhões.

Os números surpreendentes colocam as chamadas Big Tech sob crescente escrutínio. Zuckerberg, Bezos, Tim Cook, CEO da Apple, e Sundar Pichai, diretor-presidente da Alphabet, dona do Google, participaram de audiência no Congresso dos EUA em julho para se defenderem das alegações de que seu poder e influência saíram do controle.

As cinco maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos – Apple, Amazon.com, Alphabet, Facebook e Microsoft – atualmente têm avaliações de mercado equivalentes a cerca de 30% do PIB dos EUA, quase o dobro do nível no final de 2018.

Ganhos “obscenos”

O senador dos EUA Bernie Sanders planeja introduzir legislação para tributar o que ele chamou de ganhos “obscenos” durante a crise de coronavírus. O “Make Billionaires Pay Act” tributaria 60% do aumento no patrimônio líquido dos ultrarricos de 18 de março até o fim do ano e usaria a receita para cobrir despesas de saúde de todos os americanos.

Zuckerberg, que fundou a gigante das redes sociais em seu dormitório na Universidade de Harvard em 2004, disse que planeja doar 99% de suas ações no Facebook ao longo da vida.

Mesmo fora dos EUA, gigantes da tecnologia estão entre as maiores fontes de lucros deste ano. Pony Ma, CEO da Tencent, ganhou US$ 17 bilhões, elevando sua fortuna para mais de US$ 55 bilhões, enquanto o patrimônio de Colin Huang, da Pinduoduo, aumentou US$ 13 bilhões, para US$ 32 bilhões.

Na Índia, Mukesh Ambani ficou US$ 22 bilhões mais rico. A unidade digital da Reliance Industries, controlada pelo magnata indiano, atraiu investimentos de empresas como Facebook e Silver Lake. Sua fortuna soma US$ 80,3 bilhões.

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