Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2020
O apoio popular à independência da Escócia chegou a 52%, indica uma pesquisa de opinião publicada na noite de segunda-feira (3). A consulta foi feita pelo Panelbase poll, um dos principais institutos de pesquisa britânico a pedido do blog Scot Goes Pop. As informações são da RFI.
As entrevistas feitas às vésperas da saída oficial do Reino Unido da União Europeia, entre os dias 28 e 31 de janeiro, mostravam 52% dos escoceses a favor da independência e 48% contrários, com cinco pontos percentuais de margem de erro. Este é o maior percentual de apoio nos últimos três anos de sondagem.
A nova pesquisa reforça os números publicados pelo YouGov na semana passada, que indicavam um apoio de 51% dos escoceses à independência.
“O Brexit está colocando em risco o apoio à união, essa lição é muito clara”, afirmou o pesquisador John Curtice, da Universidade de Strathclyde ao jornal britânico “The Guardian”.
Independentistas querem novo referendo
O partido nacional escocês apoia a realização de um novo referendo para decidir se a Escócia deve ou não fazer parte do Reino Unido.
Uma consulta popular sobre o assunto feita em 2014 foi vencida pelos defensores do Reino Unido, com 55% dos votos. Contudo, a saída da União Europeia mudou o cenário e engendrou novas demandas por uma votação.
Em dezembro, o governo escocês lançou a campanha o direito do povo escocês de escolher seu futuro. A Escócia já tem em sua legislação a regulamentação sobre quem poderia votar e quais seriam as regras para um eventual referendo.
No entanto, Boris Johnson recusa-se a colocar em votação a independência do país.
Os resultados da nova pesquisa aumentam a pressão sobre o governo britânico para beneficiar a Escócia em suas políticas pós-Brexit e mostrar que continuar no Reino Unido é mais interessante do que estar na União Europeia.
Concorrência desleal
O Reino Unido se compromete a não fazer concorrência desleal à União Europeia (UE), como teme Bruxelas, depois do Brexit, afirmou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson ao apresentar sua visão sobre a futura relação entre seu país e os 27.
“Não faremos nenhuma concorrência desleal, nem comercial, nem econômica e ambiental”, declarou o chefe de Governo conservador, que se comprometeu a não reduzir as normas europeias.
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