Quarta-feira, 17 de junho de 2026

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Armando Burd A porta giratória dos partidos

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Tancredo Neves no dia da eleição indireta à Presidência da República. (Foto: Reprodução)

A extinção de partidos políticos foi medida governamental adotada em três ocasiões no país. Dezembro de 1937: logo após a decretação do Estado Novo. Outubro de 1965: por força do Ato Institucional nº 2 que encerrou as atividades de 13 partidos. Novembro de 1979: a reforma promovida pelo governo determinou o fim dos dois partidos, a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Ressurgiu o pluripartidarismo, hoje criticado, porque muitas siglas se tornaram meros balcões de negociações de interesses pessoais.

Para fechar o toma lá dá cá

A credibilidade seria retomada se o país adotasse o que se pode chamar de tripartidarismo: um conservador; outro, reformista, querendo mudanças profundas, mas mantendo a espinha dorsal do capitalismo; e um terceiro, reunindo a esquerda. Nesse panorama, estaria o universo democrático. Três facetas divergentes e consistentes para sintetizar todo o pensamento político e derrotar o capítulo do fisiologismo vergonhoso.

Os nanicos teriam direito ao registro, mas ficariam distantes dos Fundos Partidário e Eleitoral, além dos espaços de propaganda em rádio e TV.

O que pesa nas escolhas

Em municípios pequenos, as alianças são desafios à imaginação e o cenário político nacional pouco interfere nos acordos. A dança das letrinhas se torna questão insignificante. Não há ideologia partidária, oposição ou ideal que aniquile o apoio a um candidato próximo por parentesco, vizinhança e amizade. Vale apenas a senha “sou do fulano ou do siclano”. Resquício do coronelismo.

Finalmente

A proposta do governo de reforma tributária será apresentada, na próxima semana, à comissão mista temporária que analisa o tema no Congresso Nacional. Se conseguir simplificar o sistema, que é um dos mais complicados do mundo, já haverá ganhos para os contribuintes.

Mais um passo

O movimento Simplifica Já foi lançado esta semana e resulta de estudos técnicos para melhorar o sistema, liderado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais de Tributos dos Municípios e dos Distritos Federais. Espera ter a chance de expor na Comissão Especial da reforma e promete reduzir de forma imediata percentual considerável dos impostos.

Rivalidade em tudo

Começa uma guerra de informações sobre o local do surgimento da pandemia. China e Estados Unidos trocam acusações. Parece que farão tantos estragos quanto a doença.

Há 35 anos

Internado às pressas na noite de 14 de março de 1985 no Hospital Base de Brasília com uma crise aguda de apendicite, o presidente eleito Tancredo Neves foi anestesiado e operado. Uma reunião decidiu que o vice-presidente eleito, José Sarney, tomaria posse no dia seguinte. Desse encontro participaram o presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães; o presidente do Senado, José Fragelli, e o futuro ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves.

Começo da agonia

O jornal O Estado de São Paulo descreveu: “Foi um dia de festa em Brasília com bandeiras e faixas, fogos e buzinas, aplausos e bandas de música. As cores e os sons do entusiasmo da Capital Federal encheram a cidade à tarde e avançaram noite adentro, comemorando a alvorada na Nova República. Mas nos primeiros minutos de 15 de março, o entusiasmo e a alegria popular cederam lugar à tristeza e à apreensão com a notícia de que o presidente eleito Tancredo Neves se encaminhava ao hospital para ser operado.

Tradição rompida

O vice-presidente da República assumiu o poder sempre que o titular do cargo esteve impedido. O primeiro foi o marechal Floriano Peixoto, a 23 de novembro de 1891. Desgostoso com as crises políticas, o presidente Deodoro da Fonseca renunciou. A exceção ocorreu com o vice Pedro Aleixo. Consumado o afastamento do presidente Costa e Silva a 31 de agosto de 1969, em virtude de uma trombose, Aleixo foi impedido pelos ministros militares de exercer o direito constitucional de assumir o cargo.

Alta velocidade

Com o tempo curto na propaganda de TV, o sonho de muitos candidatos será realizar a proeza do personagem João Canabrava: pronunciar até 300 palavras por minuto.

 

 

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