Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020

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Brasil A Seleção feminina de basquete perdeu para a Austrália e está fora da Olimpíada pela primeira vez em 28 anos

Segundo a Confederação Brasileira do esporte, a modalidade passará por reconstrução, de olho em 2024. (Foto: Divulgação/CBB)

Com a derrota nesse domingo para a Austrália, por 86 pontos a 72, a Seleção Brasileira feminina de basquete perdeu a sua última chance de obter vaga na Olimpíada deste ano, que será realizada em Tóquio (Japão). Essa é a primeira vez, desde 1992, em que a equipe nacional não obtém classificação para os Jogos.

Vencer as atuais vice-campeãs mundiais havia se tornado uma obrigação após os tropeços diante de Porto Rico, na estreia do Pré-Olímpico disputado em Bourges (França) e para as anfitriãs do torneio classificatório. Das quatro participantes, havia vaga para três na maior competição esportiva do mundo.

Diante da favorita seleção australiana, as brasileiras se portaram bem. Mantiveram o placar próximo durante boa parte do jogo e chegaram a passar à frente no terceiro quarto, mas sucumbiram na última parcial.

Damiris Dantas, com 21 pontos, Tainá Paixão, com 20, a pivô Erika, com 17 pontos e 9 rebotes, além de Débora Costa, com 10 assistências, se destacaram pela equipe do Brasil. A Austrália, porém, tinha Liz Cambage, uma das melhores jogadoras do mundo na atualidade, que fez 29 pontos.

Busca de recuperação

Após perder todas as partidas da fase de grupos na Olimpíada do Rio, em 2016, e nem se classificar para a última Copa do Mundo da modalidade, dois anos depois, a disputa por vaga nos Jogos de Tóquio parecia mesmo uma missão distante das possibilidades brasileiras.

A recuperação sob o comando do técnico José Neto, que assumiu o cargo em junho de 2019, começou em agosto, nos Jogos Panamericanos de Lima, quando o Brasil conquistou uma surpreendente medalha de ouro —a primeira no evento desde 1991. Na decisão, ao baterem uma seleção reserva dos Estados Unidos, as atletas ficaram muito emocionadas e foram às lágrimas.

Ainda no ano passado, elas terminaram na terceira posição na AmeriCup (derrotadas nas semifinais pelo Canadá) e bateram Argentina e Colômbia no Pré-Olímpico regional para chegar ao classificatório internacional de Bourges.

Tudo parecia bem encaminhado para a redenção, não fosse a derrota inesperada na estreia. Nos últimos oito confrontos contra Porto Rico antes do Pré-Olímpico, as brasileiras haviam vencido 6. Diante de francesas e australianas, já eram esperadas grandes dificuldades.

Dessa forma, a tão esperada tentativa reconstrução do basquete feminino brasileiro está mesmo adiada para o ciclo olímpico dos Jogos de Paris (França), em 2024. Ainda não se sabe se com o comando de José Neto, que não deu declarações concretas sobre seu futuro à frente da equipe.

“Se você avaliar o resultado, é muito ruim. O Brasil ficou fora da Olimpíada. Se você avaliar o trabalho, vê que a gente merecia”, declarou após a partida. “Fico triste por mim, pelas meninas. Vim para ajudar e acho que consegui ajudar a chegar até esse ponto, mas cheguei no limite.”

A Seleção feminina do Brasil chegou ao pódio olímpico nos Jogos de Atlanta-EUA (1996), com uma medalha de prata, e de Sydney-Austrália em 2000 (medalha bronze).

 

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