Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de setembro de 2021
O avião Beechcraft King Air B200GT que caiu em Piracicaba, em São Paulo, na manhã desta terça-feira (14), tem capacidade para até 8 passageiros e custa, em média, um novo, mais de R$ 35 milhões, segundo especialistas ouvidos pelo portal de notícias G1. Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Avião Civil), o Brasil possui, atualmente, 430 aviões de diversos modelos King Air operacionais e que podem voar.
O acidente com a aeronave deixou 7 mortos, entre eles o sócio da Raízen Celso Silveira Mello Filho, de 73 anos, piloto e copiloto. O avião caiu em uma área de mata no bairro Santa Rosa e, com a explosão, um incêndio teve início no local.
A aeronave que se acidentou era modelo 2019 e era um turboélice de dois motores usado para pouso convencional em pistas curtas. Conforme o consultor aeronáutico Raul Marinho, o modelo de aeronave que caiu é extremamente popular no país, em especial no agronegócio, devido a sua capacidade de pousar em pistas curtas e de diferentes formações, como pistas de terra e de cascalho.
“Sou piloto e já voei com esses aviões várias vezes. É um avião extremamente popular no Brasil, muito robusto e que consegue operar em pistas de diversos tipos, pista de terra, pistas de cascalho, pistas curtas. É um avião conhecido pela segurança”, diz Marinho.
O avião é fabricado nos Estados Unidos e o motor é canadense. “É um avião fácil de pilotar. Pela carga dele, usa piloto e copiloto, mas não requer a presença física de dois pilotos nas operações e nem o treinamento dos pilotos em simulador”, explica o consultor.
Marinho diz que a aeronave que se acidentou era nova – fabricada em 2019 –, tinha poucas horas de uso e que, na sua visão, possivelmente pode ter ocorrido uma falha humana ou de manutenção.
“Ele tem um motor com menor índice de falhas no mundo, na prática, não quebra se é feita a manutenção correta”, afirma o consultor.
Piloto desde 1959, George Sucupira, que foi presidente da associação de pilotos brasileiros por mais de 20 anos, também diz que a qualidade da aeronave é seu diferencial.
“Esse avião que caiu é top de linha, é o melhor que tem, acima dele só jato. É um turbohélice excelente, sem limite de uso e que pousa em qualquer lugar, é o melhor da categoria no momento. E tanto o piloto quanto o copiloto eram experientes. Qualquer questionamento sobre o que causou o acidente, nesse momento, é especulação”, diz Sucupira. Segundo a Anac, a aeronave era privada e não estava autorizada a fazer táxi aéreo.
O acidente
Além do sócio da Raízen Celso Silveira Mello Filho, 73 anos, morreram na queda da aeronave a esposa dele, Maria Luiza Meneghel, 71 anos, e os 3 filhos do casal: Celso Meneghel Silveira Mello, 46 anos, Camila Meneghel Silveira Mello Zanforlin, 48 anos, e Fernando Meneghel Silveira Mello, 46 anos.
Também morreram o piloto Celso Elias Carloni, 39 anos, e o copiloto Giovani Dedini Gulo, 24 anos. As vítimas foram carbonizadas e morreram no local. O Corpo de Bombeiros já localizou os sete corpos, segundo a prefeitura. As informações são do portal de notícias G1.
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