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Notícias Água baixou e revelou destruição e prejuízo em Porto Alegre; prefeitura e moradores retiraram toneladas de entulho das ruas

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Atingidos por enchente começam a tirar de casa o que perderam. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Com o recuo do Guaíba, que inundou as ruas de Porto Alegre após transbordar durante os temporais que assolaram o Rio Grande do Sul, a população começou a retornar às suas casas e apartamentos para descobrir o que dos seus pertences foi perdido e que foi pode ser salvo.

No bairro Menino Deus, as calçadas no último sábado (18) ficaram cheias de móveis, colchões, eletrodomésticos, livros e todo o tipo de objeto que algum dia já teve valor, mas que agora vai para o lixo. “Está tudo com gosto, cheiro de esgoto, tudo podre”, lamentou a aposentada Marlene de Souza.

Funcionários da prefeitura e moradores retiraram toneladas de entulho das ruas de Porto Alegre. Caminhões percorreram as ruas no sábado recolhendo o que um dia foram bens indispensáveis para as famílias atingidas pela enchente.

“Eu tinha vários livros em casa e eu esqueci de levantá-los quando saí daqui. Quando eu fui lembrar, já não tinha como entrar”, disse o geólogo Evandro Oliveira.

O motorista Joel Vargas não escondeu sua frustração diante dos prejuízos. “Tudo é lixo. Tudo quebrado, tudo demolido. Não se aproveita nada”.

A situação no Menino Deus é semelhante a outros bairros que foram inundados em Porto Alegre. A água baixou, deixando para trás mau cheiro, esgoto e animais mortos.

Operação de limpeza

Segundo o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), 3.500 pessoas estão envolvidas no trabalho de limpeza e recuperação da cidade. Do dia 6 de maio para cá, somente onde não estava alagado, já foram recolhidas 910 toneladas. Esse número vai aumentar muito conforme as ruas forem secando. Nesta primeira etapa, estão sendo utilizados 300 veículos pesados, incluindo retroescavadeiras, pás carregadeiras e caminhões basculantes. Mas o trabalho principal, como varrição e raspagem das ruas, retirando manualmente a lama que se acumulou, é feito pelos garis.

“Temos 3.500 garis trabalhando em três turnos e um maquinário muito pesado sendo usado na remoção dos resíduos”, explicou o diretor-geral da DMLU.

No bairro Sarandi, a equipe conseguiu acesso nas ruas Francisco Pinto da Fontoura, Bento Rosa e Rocco Aloise. Na Vila Elizabeth, foram atendidas vias como as avenidas 21 de Abril, dos Gaúchos e Toledo Piza e as ruas Fábio Carneiro de Lima, Vieira da Silva e Domingos de Abreu. Para acesso a outros locais, o DMLU aguarda que as águas recuem mais.

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