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Armando Burd Água bate no queixo há muito tempo

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Em 2017, folhas de pagamento de 16 estados ultrapassaram o limite. (Foto: Leandro Osório/Especial Palácio Piratini)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Os jornais publicaram, a 10 de janeiro de 1998, reportagens mostrando que, em 22 Estados, a dívida superava a receita anual. O Rio Grande do Sul precisaria deixar de pagar salários e fazer investimentos em obras por dois anos e meio para quitar o valor. São Paulo chegava a três anos. Havia casos, como os de Goiás e Mato Grosso, que atingia três anos. A única certeza, naquela época, era de que o total aumentaria muito, porque a taxa de juros andava em torno de 40 por ao ano.

Não adiantou

Foi em 1998 que o governo federal decidiu assumir o valor total da dívida, em torno de 110 bilhões de reais, dando prazo de 30 anos para os Estados pagarem. O período se esgotará em 2028 e a conta crescerá muito mais.

Em 1998, o Rio Grande do Sul devia 10 bilhões de reais à União. Pagou 26 bilhões e ainda precisa desembolsar 59 bilhões.

Seguiu na mesma

A primeira conclusão é de que, passados 20 anos, o Estado não tomou medidas para adequar a despesa à receita. Sucessivos governos usaram possibilidades que se esgotaram: recursos do caixa único, venda de estatais, depósitos judiciais e novos financiamentos.

Por isso, na próxima campanha ao governo os candidatos não poderão recorrer apenas à imaginação. A menos que parte dos eleitores continue aceitando soluções mágicas e simplistas.

Negócio de risco

O Regime de Recuperação Fiscal, que o governo federal impõe agora, poderá levar o Estado mais ainda ao fundo do poço, se não houver um projeto de aplicação dos 4 bilhões de anuais da dívida que deixarão de ser repassados por seis anos ao Tesouro Nacional.

A história mostrou repetidas vezes que dinheiro público em caixa costuma buscar, rapidamente, um sumidouro.

Em série

O aumento no número de assaltos a caixas eletrônicos assusta. No Rio Grande do Sul, foram nove casos em 2013; saltou para 23 em 2014; 46 em 2015; 51 em 2016 e 62 no ano passado. Na maioria das vezes, durante a noite ou madrugada.

Maranhão lidera a estatística de 2017 com 138 assaltos.

Volta a outro tempo

Populações, sobretudo de pequenas cidades, começam a cogitar a possibilidade de pedir que eliminem o funcionamento dos caixas eletrônicos. Ficariam limitadas a retirar dinheiro apenas nas seis horas de funcionamento da agência.

Haveria uma troca pelo conforto das 24 horas pela segurança. Tornar moradores reféns e escudos quando a Polícia chega põe em risco a vida e provoca traumas brutais.

Para manter distância

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lúcia, desistiu de visitar o presídio das rebeliões em Goiás, depois que soube da existência de explosivos no prédio. Comprova que há repúblicas independentes em que as autoridades não chegam perto.

Há 95 anos

A 10 de janeiro de 1923,o empresário Norberto Honório comunicou a troca de diligências por automóveis para levar veranistas a Cidreira. Os veículos com tração animal saíam de Porto Alegre às 5 horas da manhã para atingir a praia só no final da tarde do dia seguinte. Os automóveis continuariam partindo às 5 horas, chegando às 16 horas do mesmo dia.

Requer paciência

Em ano eleitoral, alguns candidatos lembram William Shakespeare: “O tempo é muito lento para os que esperam, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam.”

Muda o nome

Com a saída repentina de integrantes do 1º escalão, a Esplanada dos Ministérios está sendo chamada de esplanada dos mistérios.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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