Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de janeiro de 2018
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Você acha que pagamos pouco em impostos no Brasil? Você acha que o problema do Brasil realmente é a falta de arrecadação, a ponto de que seja necessário explorar novas fontes para suprir essa suposta necessidade? Pois bem, alguns deputados, eleitos por nós, eleitores, acreditam que sim. Em 2015, o deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI) trouxe para discussão a cobrança de impostos sobre o vento. Não bastando tal absurdo, que já tinha até sido esquecido, a projeto da PEC 97/2015 foi recentemente retomado por Tadeu Alencar (PSB-PE) e está avançando.
De forma resumida: a defesa do projeto é baseada na teoria de que devemos nos preocupar em transformar o potencial energético dos ventos em patrimônio da União, visto que esse é um recurso natural pertencente à população brasileira. Sendo assim, segundo os deputados, nada mais “justo” que obrigar o pagamento à União sobre o uso de tal benefício. O imposto seria distribuído como compensação financeira aos Estados e municípios onde ocorra a exploração do recurso.
Estarmos discutindo um imposto sobre vento é a maior prova do quão desqualificados são os representantes que estamos elegendo. Devemos nos ater aos detalhes de cada político ao qual destinamos nosso voto. A política não pode ser deixada de lado e deveria ser um assunto mais discutido entre todos. Além do custo enorme que desembolsamos para manter uma pessoa desqualificada como essa (e muitas outras que compõem a Câmara dos Deputados), ficamos de mãos atadas, devido ao tamanho de seu poderio. O Estado, atualmente, é tão grande que permite que esse tipo de gente tenha força suficiente para implementar taxas como essa ou fazer leis que foram as responsáveis pelo caos político e econômico em que nos encontramos.
Além disso, são exatamente esses tipos de ações que barram o crescimento do País. A inovação fica sem espaço em nosso Brasil. Em cada tentativa de avanço tecnológico, como o das usinas eólicas, infelizmente acabamos tendo apenas dois destinos possíveis: a lentidão, devido a leis e burocracias ultrapassadas, ou um possível fim, devido à desnecessária ganância para captar novos recursos por meio de impostos.
Em suma, a resposta para buscarmos a solução para esses problemas está na diminuição do poder e tamanho do Estado. Uma máquina estatal grandiosa e burocrática como a brasileira é a principal responsável pela grande maioria dos problemas do País. Não faz sentido o Estado exercer as diversas funções que exerce, ou ter a quantidade de empresas que tem, e ainda querer, cada vez mais, buscar formas de cobrar a população, por clara ineficiência. Temos que buscar um Brasil com menos Estado, com menos poder nas mãos dos políticos e um poder maior nas mãos da sociedade! Em suma, um Brasil com mais liberdade.
Rodrigo Leke Paim, publicitário e associado do IEE (Instituto de Estudos Empreriais)
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