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Política Alexandre de Moraes não viaja aos Estados Unidos desde 2022

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Moraes passou a ser alvo do governo americano por ser o relator do processo em que Bolsonaro é acusado de diversos crimes. (Foto: Reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), não viaja aos Estados Unidos desde 2022. É o que mostra o registro da alfândega americana sobre a entrada e a saída do passaporte do juiz.

A última viagem ocorreu em novembro de 2022. Moraes desembarcou em Nova York no dia 12 e deixou o território americano três dias depois.

De 2016 a 2025, os dados da alfândega mostram que o ministro do Supremo viajou aos Estados Unidos somente seis vezes, com passagens por Orlando, Dallas e Nova York.

Moraes tem dito a interlocutores no Supremo, nos últimos meses, que não possui bens, imóveis ou investimentos nos Estados Unidos. Até mesmo o visto do ministro venceu há alguns anos e não foi renovado, segundo relatos feitos à Folha.

O ministro foi alvo de duas represálias do governo Donald Trump. Em uma delas, os Estados Unidos decidiram revogar os vistos de oito dos 11 ministros do Supremo —foram salvos das medidas Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques.

Em uma escalada da crise, o governo americano anunciou nessa quarta-feira (30) a aplicação de sanções financeiras contra Moraes, por meio da lei Magnitsky —legislação usada contra ditadores e terroristas.

Com a decisão, o governo Trump determina o congelamento de qualquer bem ou ativo que Moraes tenha nos Estados Unidos, e também pode proibir entidades financeiras americanas de fazerem operações em dólares com uma pessoa sancionada. Isso inclui as bandeiras de cartões de crédito Mastercard e Visa, por exemplo.

Em nota, o Supremo Tribunal Federal reagiu à aplicação de sanções ao ministro Alexandre de Moraes, integrante da Corte, pelo governo dos Estados Unidos. O texto afirma que a investigação que resultou no processo da trama golpista, citada pelo presidente americano, Donald Trump, como motivo das medidas contra Moraes, encontrou “indícios graves” de crimes cometidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Diante das sanções impostas a Moraes, a Corte indica que não aceitará a pressão de Trump, aliado de Bolsonaro. “O Supremo Tribunal Federal não se desviará do seu papel de cumprir a Constituição e as leis do país, que asseguram a todos os envolvidos o devido processo legal e um julgamento justo”, afirma a nota.

O texto também destaca que todas as decisões tomadas por Moraes ocaso foram confirmadas em decisões colegiadas do tribunal. “O Tribunal manifesta solidariedade ao Ministro Alexandre de Moraes.”

Nessa quarta-feira, o governo Donald Trump anunciou ter incluído Moraes na lista de pessoas alvo de sanções previstas na Lei Magnitsky. A principal medida prevista na legislação é o bloqueio de bens que estejam nos Estados Unidos. Isso inclui desde contas bancárias e investimentos financeiros até imóveis, por exemplo. Os sancionados tampouco podem realizar operações que passem pelo sistema bancário dos Estados Unidos. Na prática, isso leva ao bloqueio de ativos dolarizados mesmo fora da jurisdição americana, bem como o bloqueio de cartões de crédito internacionais de bandeiras com sede no país. As informações são dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo.

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