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Política Ministro Alexandre de Moraes pede que julgamento de Bolsonaro e mais sete réus na trama golpista seja marcado no Supremo

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Moraes afirmou que “o processo encontra-se pronto para inclusão em pauta”

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
Moraes afirmou que “o processo encontra-se pronto para inclusão em pauta”. (Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta quinta-feira (14) ao presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que marque a data do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros réus acusados de participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

É a Primeira Turma que vai julgar o caso. No despacho, Moraes afirmou que o processo encontra-se pronto para inclusão em pauta e que a definição da data é necessária para assegurar a efetividade da ação judicial.

Considerando o regular encerramento da instrução processual, o cumprimento de todas as diligências complementares deferidas, bem como a apresentação de alegações finais pela Procuradoria-Geral da República e por todos os réus, solicito ao excelentíssimo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, dias para julgamento presencial da presenta ação penal

Bolsonaro e outros 7 réus são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar uma trama para reverter, de forma ilegal, o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

A denúncia envolve articulação de militares, civis e integrantes do antigo governo para convocar atos, espalhar desinformação e tentar legitimar medidas inconstitucionais. A previsão é que o julgamento comece em setembro.

A Primeira Turma é composta pelos ministros:

– Cristiano Zanin (presidente);
– Luiz Fux;
– Alexandre de Moraes (relator do caso);
– Flávio Dino;
– Cármen Lúcia.

O julgamento deverá ocorrer ainda neste semestre. A previsão é que comece na segunda quinzena de setembro. Esses réus compõem o chamado núcleo crucial do processo da trama golpista. O núcleo crucial é o primeiro que vai ser julgado. Compõem o grupo:

– Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
– Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
– Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
– Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
– Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
– Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
– Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
– Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

Próximos passos

– O colegiado vai julgar os réus. Serão apresentadas alegações da PGR, das defesas e, por fim, os votos dos ministros.

– Será analisada a situação de cada acusado. Pode seguir por dois caminhos:

– absolvição, se a maioria dos ministros entender que não houve crime ou o grupo não é o autor, por exemplo; neste caso, o processo é arquivado e não há punição.

– condenação, se os magistrados concluírem que o grupo cometeu os crimes apontados pela PGR; neste caso, eles apresentam propostas de cálculo da pena, a partir de cada situação individual.

– Nas duas circunstâncias, acusação e defesas podem recorrer da decisão ao próprio STF.

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