Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de setembro de 2023
Cotado para assumir um posto na Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, o almirante de esquadra Flávio Augusto Viana Rocha foi barrado por pressão do Ministério das Relações Exteriores do governo de Luís Inácio Lula da Silva (PT). No mandato de Jair Bolsonaro (PL), o militar ocupou cargo de confiança alocado na própria Presidência da República. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.
Rocha ocuparia o cargo de secretário de Segurança Nuclear e Qualidade da Marinha, segundo a reportagem do jornal paulista. Porém, no Itamaraty, havia o receio de que o almirante ganhasse protagonismo semelhante ao que tinha no governo anterior.
O temor da diplomacia se deve ao fato de que, sob Bolsonaro, o almirante tinha influência sobre temas de relações exteriores, conforme mostrou à época o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Flávio Rocha integra hoje o chamado Almirantado, descrito como “órgão de assessoramento superior” na Marinha. Em junho, Jardim também informou que o militar “sobreviveu incólume à passagem de governo”, de forma que continuou integrando o Alto Comando da Marinha.
Na época da transição de Bolsonaro para Lula, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, conversou com o presidente para explicar que o almirante era um profissional respeitado na Força. Dessa forma, Múcio recomendou que Rocha fosse mantido onde estava.
Até 1° de janeiro deste ano, Rocha era Secretário Especial de Assuntos Estratégicos, cargo vinculado diretamente ao gabinete da Presidência da República. O almirante foi exonerado pelo presidente Lula por meio de um dos primeiros decretos do terceiro mandato do petista.
Após isso, por regra, o cargo dele foi revertido para almirante de esquadra. Nesta posição dentro da Força, Rocha foi, inclusive, designado pelo comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, para viagem oficial à França, onde participou de reuniões com autoridades civis e militares, junto com outros militares.
Em 9 de março, dias depois da volta da Europa, ele foi nomeado para o cargo de Assessor do Comandante da Marinha. Segundo a reportagem do jornal paulista, a partir desta posição ele passou a cuidar de forma não oficial das funções de secretário naval de Segurança Nuclear e Qualidade, cargo para o qual teve a oficialização barrada pelo Itamaraty. As informações são do jornal O Globo.
Os comentários estão desativados.