Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

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Rio Grande do Sul Dia nacional ressalta a importância do atendimento à população com deficiência

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Esta segunda-feira marcou o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência. (Foto: Marcello Campos/O Sul)

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que 24% da população do Rio Grande do Sul se declara com algum tipo de deficiência, o que representa em torno de 2.549.691 habitantes. E quase 70% delas têm 65 anos ou mais. Em alusão ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado nesta segunda-feira (21), o governo gaúcho reitera a importância dos cuidados relativos a esse segmento da população.

O atendimento específico foi ampliado, com três novas unidades, no Cerepal (Centro de Reabilitação de Porto Alegre), Hospital Santa Ana (também na Capital) e Acadef (Associação Canoense de Deficientes Físicos). Com isso, a rede estadual chegou a 89 pontos no Estado.

Conforme a terapeuta ocupacional Ayesa Lorentz, do Núcleo de Saúde da Pessoa com Deficiência da SES (Secretaria Estadual da Saúde), a habilitação desses espaços tem por objetivo garantir a integralidade do cuidado pelo SUS (Sistema Único de Saúde): “Isso viabiliza o planejamento elaborado pela equipe técnica, indicando ao Ministério da Saúde os vazios assistenciais em determinadas modalidades”.

Como a SES está em processo de atualização do Plano Estadual da Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência, Ayesa explica que mais serviços poderão ser implementados. Ela destaca que, neste ano, o 21 de setembro, além de ser uma data para dar visibilidade à causa e refletir sobre inclusão e cidadania, ficará marcado pelo processo de atualização do plano em conjunto com as 19 CRs (Coordenadorias Regionais de Saúde).

“A perspectiva é de ampliação da rede de cuidados com a habilitação de novos serviços e novas oficinas ortopédicas”, afirma.

Pandemia

No âmbito da prevenção ao coronavírus, os serviços de atendimento ambulatorial foram suspensos em meados de março, seguindo orientação do COE (Centro de Operações de Emergência da Saúde) da Secretaria. O teleatendimento foi a solução inovadora para dar continuidade ao cuidado durante a pandemia.

Para a psicóloga Mariana Silva, também do Núcleo, a medida foi importante, sobretudo nos casos em que os riscos da exposição são superiores aos benefícios diretos da consulta presencial. “Os atendimentos já estão sendo realizados de modo presencial, seguindo as normas de segurança, higiene e saúde”, garante

A especialista diz que é um desafio nos serviços de reabilitação a obrigatoriedade de consultas presenciais para alguns procedimentos, como para realizar medidas e provas de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, bem como para o treino do uso dos dispositivos: “Foi necessária uma readequação da agenda e da equipe técnica para implementar medidas de prevenção ao contágio do vírus e acolher os pacientes de modo integral”.

Também durante a pandemia, as Apaes (Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais), que atendem pelo SUS no Estado receberam recursos que totalizam R$ 1,2 milhão para qualificação de equipes profissionais no manejo e tratamento de pessoas com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo).

O repasse fez parte dos recursos para a prevenção da Covid-19, conforme a Portaria SES 507/2020, publicada em agosto deste ano. Na ocasião, a titular da SES, Arita Bergmann, enfatizou que “o tratamento desta parcela da população é uma das prioridades do governo do Estado”.

Abrangência

Atualmente, a rede é composta por 76 serviços de modalidade única, 13 Centros Especializados em Reabilitação que atendem de forma integral com equipe multidisciplinar e três oficinas ortopédicas fixas. Também funciona a Triagem Auditiva Neonatal em 73 municípios, núcleos de dispensação em 497 municípios para o atendimento à pessoa ostomizada ou com incontinente urinária.

Outras ações são a concessão de insumos de saúde para tratamento domiciliar, Tratamento Fora de Domicilio Interestadual (TFD) e o atendimento aos usuários com fissuras lábio palatais.

A psicóloga Mariana ressalta que as principais ações são voltadas a acolher os pacientes em suas demandas individuais e lhes proporcionar a integralidade do cuidado. A reabilitação acontece com equipe multiprofissional: “O objetivo é o alcance da melhor funcionalidade e independência possível dos usuários, a partir de um projeto terapêutico singular”.

São realizados procedimentos clínicos ambulatoriais para avaliação e tratamento, indicação, concessão e treinamento de órteses, próteses, materiais especiais e meios auxiliares de locomoção, tais como cadeiras de rodas, aparelhos auditivos, recursos ópticos e não ópticos como óculos e próteses oculares, entre outros dispositivos.

O acesso dos usuários aos serviços se dá a partir do encaminhamento por profissional da Unidade Básica de Saúde, por meio de solicitação junto à sua Secretaria Municipal de Saúde. A terapeuta ocupacional Ayesa ressalta que a rede consegue acolher os pacientes em suas necessidades de atendimento nas áreas de reabilitação física, auditiva, visual e intelectual.

“O tempo em fila de espera nas referidas especialidades no Estado varia conforme a região, com maior ou menor cobertura assistencial”, salienta.

(Marcello Campos)

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