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Mundo Após falas de Maduro sobre o sistema eleitoral brasileiro, TSE não enviará observadores para eleição da Venezuela

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Além do Brasil, Maduro também criticou os processos de apuração eleitoral dos Estados Unidos e da Colômbia.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Além do Brasil, Maduro também criticou os processos de apuração eleitoral dos Estados Unidos e da Colômbia. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quarta-feira (24) não enviar observadores para acompanhar a eleição presidencial da Venezuela, marcada para o domingo (28).

A decisão foi tomada em razão de acusações que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, fez contra o sistema eleitoral brasileiro. Maduro é candidato à reeleição.

“Em face de falsas declarações contra as urnas eletrônicas brasileiras, que, ao contrário do que afirmado por autoridades venezuelanas, são auditáveis e seguras, o Tribunal Superior Eleitoral não enviará técnicos para atender convite feito pela Comissão Nacional Eleitoral daquele país para acompanhar o pleito do próximo domingo”, afirmou o TSE em nota.

Maduro afirmou, sem provas, que os resultados das urnas eletrônicas do Brasil não são auditados.

“No Brasil, nem um único boletim de urna é auditado”, disse Maduro a uma multidão no evento político.

“Temos o melhor sistema eleitoral do mundo, temos 16 auditorias”, disse o presidente, argumentando que seu país realiza, ainda, uma auditoria em tempo real de 54% das urnas. “Em que outra parte do mundo se faz isso?”

Além do Brasil, Maduro também criticou os processos de apuração eleitoral dos Estados Unidos e da Colômbia, onde, de acordo com ele, os votos também não são auditados. A íntegra do comício foi publicada pelo presidente em sua conta oficial no X. A crítica acontece após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer que Maduro precisa respeitar o processo democrático e o resultado das eleições da Venezuela.

O TSE havia decidido na semana passada enviar os observadores. Agora, cancelou a medida. Maduro, sucessor político do ex-presidente Hugo Chávez, ganhou duas eleições na Venezuela. Uma, em 2013, após a morte de Chávez. A outra, em 2019. Ambas, de acordo com o oposição local e com entidades internacionais, tiveram problemas de transparência e de respeito a princípios democráticos.

O pleito deste ano está sob suspeita de que vai repetir os problemas dos anteriores. Maduro, que controla a comissão eleitoral, impediu duas rivais de participar, sob argumentos obscuros. Além disso, oposicionistas denunciam intimidações durante a campanha e manipulação na mídia.

Na semana passada, o chefe venezuelano fez uma ameaça. Disse que, se não ganhar a eleição, haverá um “banho de sangue” no país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, no ano passado, buscou reintegrar Maduro ao continente, afirmou que ficou “assustado” com a declaração sobre o “banho de sangue”.

Em resposta, Maduro disse, sem citar o nome de Lula, que quem estiver assustado “deve tomar chá de camomila”. A reação chama atenção, já que ele costumava ser aliado de Lula. Depois, ele atacou o sistema eleitoral brasileiro. O TSE reforçou a total segurança das urnas e relembrou que são auditadas.

“São auditáveis e auditadas permanentemente, são seguras, como se mostra historicamente. Nunca se conseguiu demonstrar qualquer equívoco ou instabilidade em seu funcionamento. Na democracia brasileira, o voto do eleitor é livre e garantido democraticamente por um processo transparente, de lisura e excelência comprovada, o que assegura a confiança do brasileiro no sistema adotado”, afirmou o TSE.

Além disso, a comunidade internacional, incluindo organizações como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia (UE), tem reiteradamente elogiado o sistema eleitoral brasileiro pela sua robustez e confiabilidade, contrastando com as frequentes críticas ao processo eleitoral venezuelano, que tem sido acusado de falta de transparência e de práticas antidemocráticas.

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9 Comentários
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Fernando Krause
25 de julho de 2024 00:44

Cumpanhero ditador de estimação do lulopetismo falando mal das urnas eletrônicas brasileiras …

Vanderlei Ochoa
25 de julho de 2024 00:48

A direita sempre com a retórica de ESTADISTA LULA envolvido com ditadores. Esse papo já saturou. Inventem outro. Brasil acima de tudo e Leis acima de todos. ESTADISTA LULA, o terror da diretalha golpista e incompetente…

Marlon Soares
25 de julho de 2024 01:37

Ué o Xandão não vai manda prende ele?

Juarez Fogliatto
25 de julho de 2024 03:33

O TSE aceitou o jogo e não quer se incomodar. Se Maduro ganhar a eleição de forma suspeita, o TSE não sofrerá o desgaste de confiança no sistema eleitoral das urnas eletrônicas. Fator que respingará nas eleições brasileiras recentes, em especial a que elegeu (?) o atual presidente LULA.

Marcelo Neuri Haag
25 de julho de 2024 08:38

KKK! Os esquerdopatas “piram”! KKK!

Léo Hard P
25 de julho de 2024 12:02

Se bobear foi tudo jogada ensaiada, TSE & PT conseguindo a desculpa perfeita para lavar as maos sobre a ditadura socialista-bolivariana do “cumpanhero” Maduro!

Andre Palo
25 de julho de 2024 13:33

Sem a materialização do Voto….o que possibilita a Auditage/Recontagem dos votos…. nunca teremos Eleiç@oes confiaveis… Ainda mais nas mãos da grande quadrilha

Vanderlei Stefani
25 de julho de 2024 15:58

O CHORO É LIVRE GADO😂
Lula é reconhecidamente
o maior lider progressista
da FACE DA TERRA!
👇
https://www.brasildefato.com.br/…/lula-tem-maior…

Andre Palo
25 de julho de 2024 19:20

Tudo teatrinho….Cortina de fumaça.
Vão “tomar as eleições” na Venezuela… e luladrão , vai encenar que não apoia ….

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