Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de novembro de 2017
O Ministério da Defesa da Argentina informou no final da noite deste sábado (18) que foram detectadas sete chamadas de satélite que podem ser do submarino militar ARA San Juan, desaparecido com 44 tripulantes no Atlântico Sul desde a última quarta-feira (15).
O ministro da Defesa argentino, Oscar Aguad, afirmou no final da noite deste sábado, em seu Twitter, que foram recebidos “sete sinais de chamadas por satélite que teriam vindo do submarino San Juan. Estamos trabalhando arduamente para localizá-lo e transmitimos esperança às famílias dos 44 membros da tripulação: que em breve eles possam tê-los em suas casas”.
Segundo ele, os sinais indicariam “que a equipe está tentando restabelecer o contato”, enquanto as equipes trabalham para determinar a localização precisa das chamadas, que tiveram “uma duração entre 4 e 36 segundos e foram recebidas entre 10h52min e 15h42min em diferentes bases da Marinha, embora não tenham conseguido estabelecer contato”.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou neste sábado (18), em seu perfil no Twitter, que três navios da Marinha brasileira “já estão auxiliando” nas buscas ao submarino argentino. Foram enviados, segundo a Marinha, o navio de socorro submarino Felinto Perry, a fragata Rademaker e o navio polar maximiano
Ainda segundo o ministro, a FAB (Força Aérea Brasileira) também disponibilizou aviões para ajudar na procura pelo submarino. De acordo com a FAB, a aeronave SC-105 Amazonas SAR, equipada especialmente para busca e salvamento, e o P-3AM Orion, quadrimotor de patrulha marítima de longa distância, foram disponibilizados pelo Comando da Aeronáutica para operar nas buscas. O avião SC-105 decolou na tarde deste sábado (18) em direção a Argentina, com 18 militares a bordo.
Já o P-3AM deve partir do Brasil na manhã deste domingo (19), após ajustes e calibração dos equipamentos, com 19 tripulantes a bordo. A base de operações da FAB será no Aeroporto Comandante Espora, na Bahia Blanca (Argentina).
O submarino militar ARA San Juan manteve contato com a base pela última vez na manhã de quarta-feira (15), quando estava no sul do Mar Argentino, a 432 quilômetros da costa patagônica do país. A hipótese principal até o momento é um problema de comunicação.
Segundo a Marinha da Argentina, o Chile, a Colômbia, o Uruguai, o Peru, os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a Itália também ofereceram apoio logístico para tentar encontrar o submarino. Na área de operações, havia ventos muito fortes neste sábado, e a visibilidade era reduzida pelas chuvas, relatou a Marinha.
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