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Edson Bündchen Arte e ciência forjando o futuro

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No último dia 09 de setembro, comemorou-se o “dia do administrador”, data importante considerando o impacto que essa profissão teve no passado, na contemporaneidade, e certamente terá no futuro que se avizinha velozmente. Mesmo intuitivamente, por volta de 1.100 a.C, os chineses já praticavam as quatro funções da administração que viriam a ser estabelecidas formalmente através de Henry Fayol, muitos séculos depois. Assim como Isaac Newton não criou a lei da gravidade, apenas a desvelou, também Fayol concluiu que planejar, organizar, dirigir e controlar eram funções presentes e necessárias, do mais simples projeto até o mais monumental empreendimento humano. Os gregos reconheceram a administração como uma arte separada e praticavam uma abordagem técnica do trabalho, num prenúncio daquilo que no fim do século XIX faria emergir a administração científica, com o americano Frederick Winslow Taylor fincando as bases para a explosão da produtividade, que daria um novo impulso ao capitalismo moderno. Os romanos, por seu turno, tiveram que descentralizar a gestão do seu Império, o que mais tarde foi reconhecida como atividade essencial aos grandes conglomerados industriais, a exemplo da General Motors, umas das precursoras do modelo de departamentalização. Já os venezianos, na Idade Média, padronizaram a produção por meio da linha de montagem, construindo armazéns e gerindo estoques para monitorar os conteúdos, como fez Henry Ford e suas linhas de produção, no início do século XX.

Entretanto, nada se compara ao que aconteceu a partir da Revolução Industrial. Se na antiguidade era possível avançar pelo método de tentativa e erro, isso se tornou inconcebível com o aumento extraordinário da complexidade e diversificação das operações envolvidas no processo produtivo que as novas tecnologias proporcionavam. Na esteira dessa transformação, surgiam os primeiros programas de educação formal na área de gestão, a exemplo da Wharton School e a Amos Tuck School, ambas nos Estados Unidos. Podemos dizer que a administração, tal qual a conhecemos hoje, é uma ciência relativamente nova, muito embora seus fundamentos tenham uma robusta base histórica. Se a economia é a ciência que estuda a melhor forma de alocação eficiente dos recursos escassos, cabe à administração as escolhas que definirão as melhores estratégias, considerando as pessoas, os processos, as finanças e os negócios abarcados dentro do escopo gerencial. Atualmente, a revolução tecnológica acelerou as transformações em todas as esferas e sinaliza que mudanças cada vez mais profundas marcarão o futuro da sociedade e da ciência da administração.

Mas não haveria administração, caso não houvesse homens e mulheres capazes de construir o conhecimento necessário e aplicá-los de maneira proficiente e responsável. Assim como não existem países subdesenvolvidos, mas apenas países mal geridos, o mesmo podemos afirmar de organizações e indivíduos, já que todos se submetem aos mesmos pressupostos da boa gestão. A sociedade do conhecimento é a marca deste novo milênio e coloca uma enorme responsabilidade sobre quem deseja prosperar num ambiente incerto, ambíguo, complexo e volátil. Esse empoderamento do indivíduo frente a novas e cada vez mais exigentes demandas do mercado tem valorizado em escala inédita a autodeterminação, a educação continuada e uma grande capacidade adaptativa como elementos centrais desse novo momento econômico, social e cultural que experimentamos. Em contraste com uma realidade na qual as tecnologias sugerem o confronto entre o saber humano e a inteligência artificial, o desafio que se interpõe é justamente resgatar o sentido humanístico para gestores e organizações. A ciência da administração, mesmo dotada de enorme repositório de pesquisas e conhecimento aplicado, tem a missão de se reinventar permanentemente, especialmente diante de um amanhã com menos empregos, maior diversidade cultural, maior interdependência e mudanças aceleradas.

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