A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,2%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 54,7. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1.724.
O Ministério da Saúde informou que 258,2 mil profissionais de saúde foram infectados pela covid-19 desde fevereiro. Segundo a pasta, 226 morreram.
Técnicos ou auxiliares de enfermagem são os mais atingidos. A categoria também lidera em mortes, com 38,5% do total (87 vítimas).
A pasta também divulgou o programa Brasil Conta Comigo, de capacitação de profissionais para atuar na linha de frente do combate à covid-19, recebeu 1 milhão de inscrições. Destes, cerca de 340 mil concluíram os estudos.
O governo federal contratou 468 profissionais para atuar na pandemia no Amazonas, Amapá e Roraima. Outras 10 unidades da federação usaram o cadastro de profissionais para fazer contratações com recursos próprios.
O ministério também pagou um bônus mensal de R$ 667 a residentes que atuaram na pandemia, e recrutou 4.549 estudantes cadastrados no “Brasil Conta Comigo Acadêmico”.
A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Brasil em parceria com os Estados Unidos está na etapa pré-clínica, mas promete bons resultados. Quem afirma isso é Helena Faccioli, CEO da Farmacore Biotecnologia, laboratório que desenvolve os testes em parceria com americana PDS Biotech Corporations.
“Os testes iniciais estão sendo desenvolvidos nos EUA e estamos com resultados iniciais muito promissores. Nossa perspectiva é que no final de novembro, começo de dezembro a gente já consiga trazer essa vacina para iniciar os testes clínicos em humanos”, explica.
“Estamos na etapa de comprovação do pré-clínico, da elaboração de todos os documentos necessários para a Anvisa à produção do lote experimental. Nossa ideia é fazer no Brasil, já que é uma tecnologia brasileira. Uma vacina brasileira contra a covid”, continua.
Helena estima que é muito difícil uma vacina chegar ao mercado com menos de 18 meses. Como o desenvolvimento do medicamento começou em março, a executiva acredita que ainda levará um ano para a vacina ser disponibilizada.
Mas faz sentido uma vacina ser desenvolvida para daqui um ano, sendo que existem tantas tão à frente?
“O diferencial da nossa é que vai garantir uma imunização a longo prazo. Ela não tem vírus atenuado e sim pedaços de proteínas do vírus”, diz Helena. “Por isso, não tem risco de causar novas infecções e os efeitos colaterais são quase inexistentes. Ela vai garantir uma prevenção longa, previne reinfecções também”, promete.
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