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Rio Grande do Sul As vendas do varejo voltaram a apresentar desempenho positivo no Rio Grande do Sul desde o começo da quarentena

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Presidente da FCDL ressalva que índice de janeiro parece concentrado em segmentos específicos. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A 12ª edição semanal do boletim da Receita Estadual sobre os impactos da pandemia de coronavírus nas movimentações econômicas dos contribuintes de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) destacou uma melhora no desempenho das vendas do varejo gaúcho, que registrou o seu primeiro indicador positivo desde o final de março, na comparação com o mesmo período em 2019.

O levantamento leva em consideração o período entre 16 de março (quando foram adotadas as primeiras medidas de quarentena pelo governo do Rio Grande do Sul) e 12 de junho (sexta-feira passada). Na última semana analisada, 6 a 12 de junho, as vendas do setor apresentaram crescimento de 1% em relação ao mesmo período de 2019, com os devidos ajustes em razão do feriado de Corpus Christi.

“Embora percentualmente baixo, o avanço é representativo porque interrompe uma sequência de 11 semanas consecutivas de quedas no setor varejista”, frisou o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira. “A redução chegou a ser de 39% e 38% no final de março e início de abril.”

Dentre os segmentos varejistas, um dos destaques foi o de Vestuário, cuja variação, apesar de ainda negativa, passou de -23%, na semana anterior, para -10%, nesta semana de análise. Os segmentos de Lojas de Departamento e Magazines, Móveis e Materiais de Construção também tiveram bom desempenho: juntos, cresceram em média 21,6% em relação à mesma semana do ano passado. No acumulado do período de análise do Boletim (16/3 a 12/6), o varejo ainda registra queda de 16%.

O Atacado apresentou ganhos no comparativo interanual pela oitava semana seguida. As variações positivas no período variam entre 3% e 16%. O desempenho dos atacadistas de Alimentos e de Insumos Agropecuários continuam sendo os principais responsáveis pelo resultado.

Outros segmentos

Atividade industrial, após apontar crescimento na semana passada, retornou a patamares negativos nesta semana de análise (-10%). O único setor que saiu de uma semana de perdas para uma de ganhos foi o de “Madeira, Cimento e Vidro”, cuja variação foi de -7% para 5%, retornando ao patamar positivo que estava sendo apresentado desde o início de maio. Também é destaque a melhoria do setor industrial de Metalurgia, que registrou -13% de variação – apesar de negativo, é o melhor valor para este indicador desde o final de março.

Em sentido inverso, saindo de variações positivas para negativas nesta semana, estiveram os setores de Aves e Ovos, Móveis e Máquinas e Equipamentos. No acumulado do período de análise do Boletim, a indústria contabiliza queda de 16%. As menores variações acumuladas continuam sendo dos setores industriais de Veículos (-59%) e Coureiro-Calçadista (-58%), sendo as maiores as dos setores de Arroz (43%) e de Suínos (41%).

No que se refere aos combustíveis, a análise do ano de 2020 aponta que o Etanol é o combustível cujas vendas foram mais afetadas pela pandemia. Embora já indicasse desempenho abaixo em janeiro e fevereiro, as quedas foram ainda mais bruscas em março, abril e maio, além de continuarem altas em junho, embora em níveis menores.

Com isso, as vendas registram retração de 40% no acumulado do ano frente ao mesmo período de 2019. Durante o período de análise do Boletim (16 de março a 12 de junho), a redução média é de 57%.

O óleo diesel S-10 é o único combustível analisado que tem desempenho positivo. No acumulado do ano, o crescimento é de 15%. No período da pandemia, o avanço é mais baixo, de 9%. O óleo diesel S-500 tem retração de 13% em 2020 frente a 2019 e de 16% desde as primeiras medidas de quarentena, em 16 de março. A gasolina somum acumula queda interanual de 12%, sendo que no período de análise do Boletim essa redução é de 22%.

Em relação ao preço médio, os quatro combustíveis analisados apresentaram recentemente um movimento de queda, reflexo da atual conjuntura internacional acerca do petróleo.

Nas últimas semanas, entretanto, têm demonstrado tendência de recomposição nos preços. A gasolina comum, por exemplo, chegou a atingir R$ 4,79 no final de janeiro, estava em R$ 4,62 no dia 16 de março e passou ao patamar de R$ 3,81 no dia 6 de maio. Após, atingiu R$ 4,04 no dia 12 de junho, última data de análise da edição nº 12 do Boletim.

(Marcello Campos)

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