Terça-feira, 26 de Maio de 2020

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Rio Grande do Sul Com três casos fatais confirmados em um único dia, o número de mortes provocadas pelo coronavírus subiu para 14 no Rio Grande do Sul

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Novos leitos de UTI em Caxias do Sul fazem parte do Plano de Contingência Hospitalar do RS.

Foto: Divulgação/Hospital Geral de Caxias do Sul
Óbito mais recente foi registrado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. (Foto: Divulgação)

Com pelo menos 636 diagnósticos registrados de infecção por coronavírus em praticamente um mês, o Rio Grande do Sul registrou ao longo desta quinta-feira mais três mortes por causa da doença, ampliando assim a estatística estadual para 14 óbitos. Os casos fatais abrangem um morador de São Leopoldo (Vale do Sinos) e outros dois de Passo Fundo (Região Norte). 

No caso do paciente de São Leopoldo, trata-se de um idoso de 66 anos, morador do bairro Vicentina. Ele era diabético, fazia uso de insulina e em 30 de março havia sido internado no Hospital Centenário, sendo depois transferido cinco dias depois para o HCPA (Hospital de Clínicas de Porto Alegre), onde não resistiu à Covid-19.

Já no que se refere aos óbitos de Passo Fundo, as vítimas são um idoso de 89 anos e uma idosa de 61 anos. Ele apresentava doenças crônicas (respiratória e neurológica) e estava internado desde o dia 27 de março, enquanto ela sofria de tinha diabetes e hipertensão, tendo sido internada em 29 de março.

Ao todo, 77 municípios gaúchos já confirmaram casos da doença, de acordo com dados da SES (Secretaria Estadual da Saúde). No topo do ranking está Porto Alegre, que lidera com folga a lista, com 303 ocorrências – vale lembrar que o levantamento oficial não exclui os pacientes comprovadamente curados, ou seja, sem manifestar sintomas há pelo menos 14 dias.

Em segundo lugar aparece Caxias do Sul (34 casos), Bagé (27), Novo Hamburgo (24), Passo Fundo (17), São Leopoldo (16), Gravataí (14), Canoas (13), Lajeado (13), Bento Gonçalves (11), Marau (9), Torres (9), Santa Maria (8), Viamão (8), Santana do Livramento (7), Cachoeirinha (6), Farroupilha (5), Pelotas (5), e Serafina Corrêa (5).

Óbitos anteriores

24 de março – Primeira morte. Idosa de 91 anos, internada na UTI do Hospital Moinhos de Vento havia uma semana. Ela teve contato com indivíduo infectado.

26 de março – Segunda morte. Idoso de 88 anos, de Porto Alegre, internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento três dias antes. Histórico de doenças pulmonares, diabetes e hipertensão, além de viagem recente para Florianópolis (SC).

28 de março – Terceira morte. Idoso de 60 anos, morador de Ivoti. Ele estava internado na UTI de Novo Hamburgo e teve a doença confirmada na véspera do óbito. Sócios da fábrica de sucos Petry. o empresário foi um dos poucos casos fatais no Estado a ter a sua identidade divulgada.

28 de março – Quarta morte. Idosa de 84 anos, moradora de Novo Hamburgo, internada no Hospital Regina havia quatro dias com febre, tosse, dificuldade respiratória, fraqueza e dificuldade para engolir. Ela tinha um histórico de diabetes e outras doenças crônicas, mas não saía de casa e só tinha contato com familiares, que a visitavam com frequência.

2 de abril – Quinta morte. Idosa de 92 anos, de Porto Alegre, internada na UTI do Hospital de Clínicas em Porto Alegre). Com primeiros sintomas em 23 de março e diagnóstico positivo no dia seguinte, a paciente sofria de asma, doenças cardiovascular e neurológica.

1º de abril – Sexta morte. Homem de 59 anos, de Porto Alegre, sem histórico de doenças graves e com registro de viagem em cruzeiro pela costa brasileira. O óbito ocorreu no Hospital Mãe de Deus, onde o paciente estava internado desde o dia 20 de março.

4 de abril – Sétima morte. Idosa de 73 anos, moradora de Novo Hamburgo. Ela estava internada no Hospital Municipal havia quase uma semana, com quadro de febre, dispneia e desconforto respiratório. Apesar de a paciente residir em um lar para idosos, os colegas de instituição não apresentaram sintomas.

6 de abril – Oitava morte. Idosa de 90 anos, moradora de Porto Alegre. Ela estava internada na UTI do Hospital Mãe de Deus havia nove dias e apresentava um quadro de saúde marcado por doenças crônicas pré-existentes.

7 de abril – Nona morte. Mulher de 44 anos, moradora de Alvorada (Região Metropolitana) e que trabalhava em Porto Alegre como técnica de enfermagem no GHC (Grupo Hospitalar Conceição), onde estava internada. Ela apresentava obesidade e histórico de doença respiratória. Esse foi o primeiro óbito gaúcho de um profissional de saúde por causa da Covid-19.

8 de abril – Décima morte. Idoso de 81 anos, morador de Porto Alegre. Ele estava internado havia três semanas na UTI do Hospital de Clínicas, dois dias após sentir os sintomas. Além de apresentar doenças pré-existentes, ele havia retornado de uma viagem à Espanha, com escala na Itália – países com alta incidência do Covid-19.

8 de abril – Décima-primeira morte. Homem de 53 anos, residente em Marau (Região Norte). Ele tinha procurado atendimento no hospital do município 11 dias antes, quando foi transferido para Passo Fundo, na UTI. Histórico de insuficiência cardíaca.

(Marcello Campos)

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