Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de fevereiro de 2016
Um abrigo específico para refugiados homossexuais, bissexuais, transexuais e intersexuais foi aberto nessa terça-feira em Berlim (Alemanha) para evitar situações de discriminação, assédio e violência que têm sido frequentes nos albergues. A iniciativa de um grupo de direito LGBT com a prefeitura da cidade representa a primeira do tipo no país. “Eles têm medo. Os albergues estão misturados e basta que uma minoria faça comentários desagradáveis sobre a sexualidade para que eles não durmam tranquilos ou tenham receio de ir ao banheiro ”, disse o sírio com status de refugiado Mahmoud Haseeno, atualmente membro da Assessoria de Homossexuais de Berlim, que terá função de coordenador do centro.
No abrigo há disponibilidade para 122 pessoas em 29 apartamentos para duas ou três pessoas e tem o endereço mantido em segredo, para preservar o anonimato dos inquilinos. Para Haseeno, 40 anos, o novo espaço simboliza uma grande melhoria para os homossexuais e transexuais que sofreram abuso. Na Alemanha desde 2014, o sírio teve de sair de um abrigo de Berlim após ser hostilizado por colegas.
Discriminação e violência
As discriminações aos refugiados homossexuais é um problema enfrentado em toda a Europa. Muitos deles já sofreram abusos, com alguns sendo obrigados a deixar os centros de acolhimento. Uma investigação da agência de notícias Associated Press revelou dezenas de casos de violência registrados na Alemanha, Holanda, Espanha, Dinamarca, Suécia e Finlândia. Os autores dos abusos normalmente são outros refugiados, mas também guardas de segurança e tradutores.
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