Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de fevereiro de 2016
A velocidade com que o vírus zika se propaga e a associação com casos de microcefalia fizeram a OMS (Organização Mundial de Saúde) considerar a epidemia explosiva. Especialistas dizem que há motivo para preocupação, mas não para pânico. O zika tem se mostrado muito menos letal que a dengue, que mata entre 25 mil e 50 mil pessoas por ano no mundo. Pois, a infecção por zika é assintomática ou branda na maioria dos casos. Porém, a doença já está instalada no Brasil e para combatê-la é essencial erradicar o mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Para isso, é fundamental que a população colabore.
Pessoas com sintomas devem repousar e beber muita água e outros líquidos, para evitar desidratação. Não existe tratamento específico. Porém, o Ministério da Saúde recomenda procurar um serviço de saúde para atendimento e tratar os sintomas.
Apesar de não haver ainda contraindicação específica, por precaução, é importante não tomar medicamentos à base de ácido acetil salicílico e anti-inflamatórios e utilizar apenas paracetamol ou dipirona. Não está claro se a zika pode causar hemorragias, como a dengue. Grávidas devem fazer pré-natal e relatar qualquer alteração percebida durante a gestação.
Não existe ainda exame específico para dizer se uma pessoa teve zika. Na maioria das vezes, o diagnóstico é clínico, pela avaliação dos sintomas. O teste só indica a presença do material genético do vírus, se for feito durante o período em que a pessoa está doente. Por isso, é preciso um teste sorológico para zika, que identifique se uma pessoa tem anticorpos específicos, mostrando se ela já teve ou não o vírus. (AG)
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