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Brasil Bolsonaro afirmou que pode discutir a instalação de uma base militar dos Estados Unidos em território brasileiro

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Bolsonaro fez visita ao general Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro disse na quinta-feira que aceita discutir “no futuro” a instalação de uma base militar dos Estados Unidos no território brasileiro e mostrou preocupação com a relação entre Venezuela e Rússia. Ele disse que a aproximação com os Estados Unidos é econômica, mas que pode ser bélica também.

“De acordo com o que possa vir a acontecer no mundo, quem sabe você não tenha que discutir essa questão no futuro”, declarou o presidente em entrevista ao SBT. “A questão física pode ser até simbólica, porque hoje em dia o poderio das Forças Armadas americanas, chinesas, russas, alcança o mundo todo, independentemente de base.”

Bolsonaro já havia se reunido antes, na quarta-feira, com o secretário americano de Estado, Mike Pompeo, com quem se comprometeu a incrementar a cooperação no âmbito comercial, da segurança e do combate a “regimes autoritários”, referindo-se a Cuba e Venezuela.

O presidente manifestou sua “preocupação” com as manobras militares realizadas no início de dezembro entre Venezuela e Rússia em solo venezuelano, para as quais foram enviados bombardeiros russos.

“Como estava previsto, a Rússia fez uma manobra na Venezuela, nós sabemos qual a intenção do governo de Maduro, da ditadura do Maduro, e o Brasil tem que se preocupar com isso”, disse Bolsonaro. “Nós não queremos aqui ter um superpoder na América do Sul, mas devemos ter, ao meu entender, a supremacia”, acrescentou.

Sobre a relação com o governo americano, declarou: “Minha aproximação com os Estados Unidos é econômica, mas pode ser bélica também. Podemos discutir esta questão no futuro”.

O presidente afirmou ainda que nos últimos “20 ou 25 anos” as Forças Armadas brasileiras foram “abandonadas por uma questão política”, porque “são o último obstáculo para o socialismo”.

O líder venezuelano, Nicolás Maduro, acusou recentemente os Estados Unidos de coordenarem um complô para gerar incidentes armados nas fronteiras da Venezuela com Brasil e Colômbia visando a justificar uma intervenção militar.

Na mesma entrevista ao SBT, Bolsonaro confirmou sua presença no Foro Econômico Mundial, em Davos. “Pretendo ir à Suíça, para Davos, para participar desse encontro lá. Será minha estreia fora do Brasil”, disse.

Bolsonaro participará do encontro — entre 21 e 25 de janeiro — que reúne a elite econômica e política mundial, acompanhado de seu todo poderoso ministro da Fazenda, Paulo Guedes.

O presidente explicou que para poder viajar a Davos retardou em alguns dias — segundo ele, “até 28 ou 29 de janeiro” — a cirurgia para retirar a bolsa de colostomia que carrega desde o atentado que sofreu em Juiz de Fora durante a campanha eleitoral. Após a intervenção médica, Bolsonaro deverá permanecer no hospital entre cinco e sete dias, segundo especialistas.

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