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Brasil Bolsonaro deixa o Palácio da Alvorada e faz passeio de moto com o general Ramos

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Bolsonaro andou de moto junto com o general Luiz Eduardo Ramos. (Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

Acompanhado do ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, o presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada no domingo (25) por volta das 9h40 para fazer um passeio de motocicleta por Brasília. Escoltados, o presidente e o ministro pararam para fazer um lanche no Posto Colorado, posto de gasolina localizado na BR-020.

O ministro palaciano é protagonista de um atrito político com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Na última quinta-feira (22), o chefe do Meio Ambiente expôs a disputa política no governo e chegou a dizer que Ramos mantém uma postura de “Maria fofoca”.

No sábado (24), um movimento coordenado de parlamentares reforçou o apoio a Ramos. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Mais (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), além de lideranças partidárias e do governo no Congresso endossaram a campanha em defesa de Ramos.

Em entrevista, Salles deu o assunto como “encerrado”. Do seu lado, o ministro do Meio Ambiente conta com apoio da ala ideológica do governo e do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. Bolsonaro ofereceu um almoço para aliados, entre eles o ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, o secretário especial da Pesca, Jorge Seif, e o deputado federal Hélio Lopes (PLS-RJ).

Arroz

Durante o passeio, primeiro, ele foi até uma pamonharia em Sobradinho, região administrativa do DF que fica ao lado de Brasília. Ele estava acompanhado dos ministros da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e da Casa Civil, Walter Braga Neto.

Assim como das outras vezes, Bolsonaro estava sem máscara e provocou aglomeração ao interagir com as pessoas no local. Depois, ele foi até uma feira no Cruzeiro, outra região administrativa do DF, onde se irritou com um homem que reclamou do preço do arroz. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o homem perguntou: “Bolsonaro, baixa o preço do arroz, por favor. Não aguento mais”.

O presidente, então, respondeu: “Tu quer que eu baixe na canetada? Você quer que eu tabele? Se você quer que eu tabele, eu tabelo. Mas você vai comprar lá na Venezuela”. O homem se afastou sem dizer mais nada. E Bolsonaro afirmou: “Fala, e vai embora”. A alta no preço do arroz ao consumidor levou o governo a anunciar, em setembro, a isenção da tarifa de importação para 400 mil toneladas do alimento.

O objetivo da medida tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, foi o de reduzir o custo do arroz importado para aumentar a oferta no país e, assim, conter a alta de preços do produto no mercado interno.

Alguns dos fatores que explicam a disparada de preços são o aumento do consumo interno devido à pandemia e ao Auxílio Emergencial; valorização do dólar em relação ao real; redução da disponibilidade do grão que abastecia o país, e queda na produção da Ásia, o que elevou a cotação do grão no mercado internacional.

O uso da máscara é obrigatório em áreas públicas do Distrito Federal desde o dia 30 de abril. A aplicação de multas começou em 18 de maio. Quem é flagrado sem o acessório pode ser multado em R$ 2 mil, além de responder pelo crime de infração de medida sanitária. A pena, neste caso, pode chegar a um ano de prisão.

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