Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2021

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Brasil Bolsonaro discute com ministro da Economia demissão do presidente do Banco do Brasil

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Plano de André Brandão não teria agradado Bolsonaro.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Plano de André Brandão não teria agradado Bolsonaro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A divulgação, pelo Banco do Brasil, da intenção de fechar 112 agências e desligar 5 mil funcionários gerou uma crise no governo federal que pode levar à queda do presidente do banco, André Brandão, que assumiu em setembro passado. O presidente Jair Bolsonaro teria decidido demiti-lo pelo desgaste gerado com o anúncio, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, estaria tentando fazê-lo mudar de ideia.

Antes de assumir a presidência do Banco do Brasil, Brandão era chefe global da instituição para as Américas do HSBC. A escolha do seu nome para o banco foi feita por Guedes, que pretendia realizar uma transformação na instituição.

Na segunda-feira (11), o Banco do Brasil anunciou um programa de demissão voluntária voltado para 5 mil pessoas, e também o fechamento de 361 unidades – destas, 112 agências do banco.

A economia líquida anual estimada com as ações de reduções de custos implementadas pelo banco é de R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025.

Conforme o banco, as ações “visam otimizar a distribuição da força de trabalho, equacionando as situações de vagas e excessos nas unidades do banco, contribuindo para a redução de despesas e para a melhoria da eficiência operacional”.

Adaptações

O banco prevê adaptações na rede de atendimento em 361 municípios, mantendo unidades próprias em 221 municípios e correspondentes bancários Mais BB, nos demais.

Conforme o banco, com o novo modelo 1,3 milhão de clientes passarão a contar com um gerente de relacionamento exclusivo para interação digital por meio do canal Fale.Com.

A interação digital do banco foi ampliada especialmente no último ano. O aplicativo do banco atingiu 4,7 milhões de usuários, crescimento 273% maior do que o período anterior à pandemia. Ao mesmo tempo, o atendimento pelo WhatsApp chegou a quase 600 mil atendimentos por dia.

“Com mais 1,3 milhão de clientes atendidos no modelo de atendimento especializado por gerentes de relacionamento dedicados, avançaremos de forma importante na melhoria contínua da experiência dos nossos clientes. Isso representa 13% a mais de clientes com essa proposta de valor”, disse em nota o vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Carlos Motta.

“As iniciativas buscam a melhoria da experiência e satisfação do cliente e consideram a transformação digital, o aumento da concorrência e o menor patamar histórico da taxa básica de juros como elementos de destaque”, diz ainda a nota.

O banco diz ainda que tomou outras medidas para reduzir custos como a devolução e venda de prédios corporativos, otimização de espaços físicos, medidas de eficiência energética e novo plano de cargos e salários.

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