Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de fevereiro de 2020
O presidente assinou um decreto no qual autorizou o envio de tropas das Forças Armadas ao Ceará para reforçar a segurança no Estado
Foto: Tânia Rêgo/Agência BrasilO presidente Jair Bolsonaro afirmou que a situação no Ceará é de “guerra urbana” e que, com a chegada das Forças Armadas ao Estado, “o bicho vai pegar”.
Bolsonaro deu as declarações em uma transmissão ao vivo em uma rede social na quinta-feira (20). Antes, o presidente assinou um decreto no qual autorizou o envio de tropas das Forças Armadas ao Ceará para reforçar a segurança pública no Estado.
O Ceará enfrenta uma crise na segurança em meio a um motim de policiais militares. A categoria se diz insatisfeita com a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo local.
“O pessoal que está cometendo delitos, crimes nessas regiões, onde, por um motivo qualquer, por um motivo justo, estão indo as Forças Armadas para lá – tem que entender que o pessoal verde está chegando, e o bicho vai pegar. Porque, se é para tratar com flor essa galera, não fiquem enchendo nosso saco e vão pedir para outras instituições para cumprir esta missão”, afirmou Bolsonaro.
“Isso é coisa de responsabilidade, coisa séria. Se estamos em guerra urbana, temos que mandar gente para lá para resolver esse problema”, prosseguiu.
Na quinta, homens encapuzados cercaram policiais civis e tomaram uma viatura em Fortaleza. No dia anterior, homens também encapuzados em um carro da PM deram ordem a comerciantes para que fechassem as portas de estabelecimentos na cidade de Sobral.
Também na quarta, o senador licenciado Cid Gomes (PDT) foi baleado em um motim de policiais em Sobral. Quando foi atingido, ele tentava furar, com uma retroescavadeira, um bloqueio em um batalhão.
Mortes
O Ceará registrou o período mais violento do ano no Estado entre as 6h de quarta e as 6h de quinta, com 29 assassinatos, conforme a Secretaria Estadual de Segurança Pública.
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Se fosse ainda no Governo do PT, esse, estaria em vez de coibindo incentivando a desordem, o fanfarrão e purgante Boulos estaria lá.
Pelo que se vê, a situação é pior que a do Espírito Santo recente, portanto, precisa sim da mão enérgica do Estado