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Política Bolsonaro diz que o Congresso vai “fazer sua parte e aprovar a reforma da Previdência”

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O presidente iniciou uma reestruturação do governo, que deve ser intensificada a partir da próxima semana. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Em transmissão ao vivo no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que recebeu deputados “quase individualmente” na manhã desta quinta-feira (4) para falar sobre a reforma da Previdência. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da agência de notícias Reuters.

Segundo Bolsonaro, não houve promessa de cargos. “Quem ontem falou que haveria questões envolvendo cargos, caiu do cavalo”, afirmou. O presidente disse que o Congresso vai aprovar as mudanças da aposentadoria. “O Parlamento vai fazer sua parte não só na reforma da Previdência, como em todas as nossas reformas”, disse. Bolsonaro se reuniu com líderes do PRB, PSD, PSDB, DEM, PP e MDB.

Eles (líderes partidários) têm o perfeito discernimento de que querem colaborar, não com o governo, mas com o Brasil. Estamos em um momento, que vai acontecer neste ano, da votação da reforma da Previdência. Interessa para os nossos filhos e netos. É importantíssimo, nós temos que garantir, via essa reforma da Previdência, que os aposentados do futuro vão receber suas pensões e seus proventos”, disse Bolsonaro na transmissão.

“Eu quero agradecer fervorosamente essas lideranças político-partidárias por esse momento que tivemos hoje pela manhã – conversamos quase que individualmente com todos eles – tratando deste assunto. Nada foi tratado sobre cargos, nem por parte deles, nem por minha parte”, disse.

Após a reunião, Romero Jucá (MDB) afirmou que a sigla irá apoia a PEC. “Foi um tema trazido pelo MDB no governo Michel Temer” e, por isso, continuará sendo defendido pelo partido.

Somos favoráveis, mas questões específicas serão discutidas”, afirmou. Geraldo Alckmin (PSDB) também defendeu a reforma, mas disse que o PSDB manterá sua posição de independência em relação ao governo, “não há nenhum tipo de troca, não participaremos do governo, não aceitamos cargo do governo, e votamos com o Brasil”, disse.

“O importante na reforma é idade mínima e tempo de transição. A reforma é muito complexa, muito detalhista, muito longa”, comentou. “Nós não aprovaremos nenhum benefício menor que um salário mínimo. O BPC (Benefício de Prestação Continuada) nós somos contra, como também a questão rural. Se há diferença de idade na área urbana, por que não há na área rural?”, questionou.

O presidente do DEM, ACM Neto, afirmou que poderá fechar questão em votação da reforma. Já o PSL de Gilberto Kassab afirmou que vai “preservar a independência de seus congressistas”.

Kassab afirmou que Bolsonaro não ofereceu cargos e espaço no governo em troca de apoio à reforma da Previdência. “Seria até uma agressão isso”, disse.

Promessa durante a campanha, Bolsonaro afirmou na trasmissão desta quinta-feira que irá anunciar na próxima semana o 13º salário para as famílias que recebem Bolsa Família. Segundo ele, o dinheiro virá do combate a fraude no programa.

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