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Geral Bolsonaro diz que vai se reunir com produtores de soja em meio a preços recordes

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Bolsonaro disse que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está acertando um encontro do governo com os grandes produtores de soja no Brasil. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou no sábado (10) que vai se reunir com os maiores produtores de soja no Brasil para discutir o preço da oleaginosa, que tem batido recordes e está impactando a inflação dos alimentos.

Bolsonaro disse que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está acertando um encontro do governo com os grandes produtores de soja no Brasil, e acrescentou que o “pessoal do campo está feliz” com o maior volume de vendas para a China e a elevação dos preços.

Semana que vem, com a Tereza Cristina, vamos conversar sobre soja no Brasil. A gente não vai regular, a gente não vai interferir em nada, querer dar uma carteirada, exigir, tabelar, isso não existe, é livre mercado”, disse Bolsonaro em conversa com uma apoiadora transmitida ao vivo nas redes sociais do presidente. “A questão da soja, vou conversar com a Tereza Cristina, ela está acertando um encontro com os grandes produtores de soja no Brasil, para a gente ver como fica essa questão, para atender o mercado interno também.”

O preço da soja no porto de Paranaguá, um dos referenciais do Brasil, atingiu nesta semana um recorde de R$ 159,22 por saca, renovando uma máxima histórica batida esta semana, quando superou uma marca de 2012, com a demanda aquecida reduzindo fortemente os estoques, informou o centro de estudos Cepea. Em 12 meses, o valor do produto subiu mais de 80%.

Bolsonaro também afirmou na live que conversou neste sábado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre a inflação dos alimentos.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve em setembro a maior alta para o mês desde 2003, de 0,64%, pressionado pelo aumento dos preços de alimentos.

No ano, a inflação acumula alta de 1,34% e, em 12 meses, de 3,14%, acima dos 2,44% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2019, o indicador havia ficado em -0,04%.

A maior variação (2,28%) e o maior impacto (0,46 p.p.) no IPCA vieram do grupo alimentação e bebidas, que acelerou em relação ao resultado de agosto (0,78%), puxado principalmente por alimentos para consumo no domicílio (2,89%), com o aumento nos preços do óleo de soja (27,54%) e do arroz (17,98%), que já acumulam no ano altas de 51,30% e 40,69%. Juntos, arroz e óleo de soja tiveram impacto maior (0,16 p.p) que as carnes (0,12 p.p), cuja a variação foi de 4,53%.

Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, a alta nos preços do arroz e do óleo está relacionada ao dólar alto e à maior demanda interna.

O câmbio num patamar mais elevado estimula as exportações. Quando se exporta mais, reduz os produtos para o mercado doméstico e, com isso, temos uma alta nos preços. Outro fator é demanda interna elevada, que por conta dos programas de auxílio do governo, como o auxílio emergencial, tem ajudado a manter os preços num patamar elevado. No caso do grão de soja, temos ainda forte demanda da indústria de biodiesel”, explica.

Outros produtos que subiram na cesta das famílias foram o tomate (11,72%) e o leite longa vida (6,01%). Por outro lado, caíram os preços da cebola (-11,80%), da batata-inglesa (-6,30%), do alho (-4,54%) e das frutas (-1,59%). As informações são da agência de notícias Reuters e do IBGE.

 

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