Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de novembro de 2022
Presidente Jair Bolsonaro com o então ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.
Foto: Alan Santos/PRCom menos de 50 dias para deixar o poder, o presidente Jair Bolsonaro (PL) nomeou nesta sexta-feira, 18, seu ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, para o cargo de presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo). A nomeação prevê um mandato de quatro anos no cargo, porém, a legislação prevê que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode demiti-lo do cargo e nomear outro nome quando assumir o poder em 1º de janeiro.
Conhecido por se apresentar de sanfona, Machado tornou-se nome próximo ao atual chefe do Executivo e chegou a ser cogitado para ocupar o cargo de vice-presidente na chapa que disputou a reeleição ao Planalto, por ser um nome da região do Nordeste, em que Bolsonaro enfrentou resistência. Gilson abdicou do cargo ministerial para disputar a eleição ao Senado pelo Estado do Pernambuco, mas acabou derrotado para Teresa Leitão (PT), por 46% a 29%.
O cargo de diretor-presidente da Embratur já havia sido ocupado por Machado entre 2019 e dezembro de 2020, quando saiu da agência para assumir o ministério. Nas redes sociais, Machado compartilha publicações de apoio ao governo de Bolsonaro e críticas a Lula, que tomará posse no dia 1º de janeiro de 2023.
Hoje, ele divulgou um vídeo no qual afirma que esteve com Bolsonaro nesta sexta e que está “bem” de saúde. Desde a derrota para Lula em 30 de outubro, o presidente só esteve duas vezes ao Palácio do Planalto, a primeira foi no dia seguinte ao segundo turno, quando se reuniu com alguns ministros, como Paulo Guedes (Economia), Augusto Heleno (GSI), Paulo Sérgio (Defesa) e Queiroga (Saúde).
Outras nomeações
Na mesma edição do Diário Oficial, Bolsonaro ainda nomeou Silvio Santos do Nascimento, que era até então o presidente da Embratur, para o cargo de diretor de Marketing, Inteligência e Comunicação da agência. Ele também terá mandato de quatro anos no novo cargo, que assume no lugar de Karisa Vilas Boas Nogueira, exonerada da função.
Também foi exonerado Édson Cavalcante de Queiroz Junior do cargo de diretor de Gestão Corporativa da Embratur, mas seu substituto não foi formalizado no diário desta sexta-feira.
Em Brasília, o governo de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, já tem equipe técnica cuidando dos assuntos do Turismo para o próximo mandato.
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