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Política Bolsonaro prepara o terreno para reforma ministerial e fecha nomes de ministros que deixarão o governo

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“Pode ser crime”, considerou o presidente. (Foto: Presidência da República)

O presidente Jair Bolsonaro começou a preparar o terreno para a reforma ministerial que acontece na virada do mês, quando vários de seus auxiliares deixarão seus cargos para disputar a eleição. Ele se reuniu nesta quinta-feira (17) no Palácio da Alvorada com vários ministros e presidentes de bancos públicos.

O movimento do Planalto segue sendo o de preencher essas vagas com nomes do segundo escalão. Trata-se de uma forma de frear a fome do Centrão, que há tempos está de olho nessas posições.

A Lei de Inelegibilidade estabelece que ministros que desejam concorrer devem deixar os cargos seis meses antes das eleições. Neste ano, o primeiro turno está marcado para 2 de outubro, assim, os ministros devem sair até 2 de abril.

Bolsonaro programou para 31 de março a saída dos ministros.

Esta é a primeira reunião com a equipe de ministros no Alvorada neste ano. Além do clima de reforma ministerial, o encontro ocorreu em um contexto de críticas de Bolsonaro ao aumento da Petrobras nos preços dos combustíveis e pela pressão do presidente para que o Ministério da Saúde declare que o país passou de pandemia para endemia de covid-19.

Nomes definidos

O presidente Jair Bolsonaro fechou os nomes dos ministros que vão deixar o primeiro escalão até o fim do mês, quando haverá uma reforma ministerial. Esses ministros estão de saída do governo porque vão disputar uma vaga no Senado ou nos governos estaduais nas eleições de outubro e, pelas regras eleitorais, têm que se descompatibilizar dos atuais cargos.

Bolsonaro bateu o martelo das substituições em conversas com interlocutores próximos nos últimos dias, como o ministro Ciro Nogueira (Casa Civil).

Vão deixar o governo para se candidatar:

– Tarcísio Freitas (Infraestrutura)
– Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos)
– João Roma (Cidadania)
– Flávia Arruda (Secretária de Governo)
– Tereza Cristina (Agricultura)
– Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional)
– Gilson Machado (Turismo)
– Onyx Lorenzoni (Trabalho)
– Braga Netto (Defesa), que deverá ser o vice de Bolsonaro nas eleições

A tendência na maioria das trocas é assumir a pasta, algum executivo que já esteja na atual estrutura dos ministérios. É o caso, por exemplo, da Agricultura, em que o secretário-executivo, Marcos Montes, tem apoio da bancada ruralista.

Na Defesa, a mudança é considerada mais estratégica. Bolsonaro estuda colocar o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, à frente da pasta. Com isso, iria para o comando do Exército o atual comandante de Operações Terrestres da Força, general Freire Gomes, nome considerado alinhado ao bolsonarismo.

Em outros ministérios, ainda há indefinição sobre os substitutos, porque partidos aliados como o PP e o PL, sigla de Bolsonaro, querem ocupar mais espaço.

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