Sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 2 de setembro de 2015
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou nessa terça-feira, durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, que é evidente que o Brasil não está em ordem. O dirigente acrescentou que o País tem de crescer e ampliar o nível de confiança na economia para não ver o dólar disparar no mercado de câmbio.
A alta do dólar barateira as exportações e tornaria as importações mais caras, contribuindo para melhorar o saldo da balança comercial brasileira. A subida da divisa norte-americana também encarece as viagens de passeio e trabalho ao exterior, pois tornaria as passagens e hotéis, cotados em moeda estrangeira, mais caros.
No Congresso, Levy avaliou que o orçamento de 2016, enviado na segunda-feira ao Legislativo pelo governo federal, está desequilibrado. A peça foi mandada, pela primeira vez, com previsão de prejuízo de 30,5 bilhões de reais, o equivalente a 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Em seguida, porém, o dirigente afirmou que há disposição do Executivo em atingir uma meta de lucro primário da ordem de 0,7% do PIB em 2016 – objetivo anunciado pela equipe econômica em julho.
O ministro da Fazenda comentou o desequilíbrio orçamentário nacional, mas, segundo ele, existe vontade governamental de achar soluções conciliadas ao assunto, com ampliação da segurança fiscal. Levy qualificou de desafio atingir a meta financeira de 0,7% do PIB no próximo ano. (AG)
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