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Mundo Brasileira presa com drogas na Indonésia escapa da pena de morte e defesa fala em “milagre”

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Jovem foi flagrada com cocaína no aeroporto de Bali. (Foto: Arquivo de Relações Públicas da Polícia de Bali)

A brasileira Manuela Vitória de Araújo Farias, presa com quatro quilos de cocaína na Indonésia, foi condenada a 11 anos de prisão por tráfico de drogas. A sentença foi proclamada nessa semana quando ocorreu a última etapa do julgamento, que teve início em abril. A decisão é considerada um milagre por parte da defesa da jovem.

De acordo com o advogado Davi Lira da Silva, que representa a família da jovem no Brasil, além da prisão, Manuela terá que pagar uma multa de mais de 1 bilhão de rúpias indonésias — moeda local e que equivale a cerca de R$ 300 mil. Apesar disso, ele acredita que ela deve cumprir entre seis e sete anos de prisão.

“A defesa se sente feliz. O termo usado por mim e outros defensores é milagre. A Indonésia é super rígida, esta semana um brasileiro pegou 30 chibatadas por estar bêbado na rua”, pontua o defensor.

Ainda segundo Silva, inicialmente ela cumprirá a pena em regime fechado, mas a defesa espera que ela diminua em até oito anos, progredindo de regime neste intervalo. A brasileira, no entanto, não poderá cumprir a condenação no Brasil.

Nas redes sociais, a jovem comemorou a decisão. Em uma publicação ela disse que “sempre soube que ia dar certo”.

“Entrei pelo celular do advogado. Obrigada Deus por tudo, tu sabes o que é melhor para mim. A todos que desejaram meu bem e oraram ao meu respeito, sempre soube que ia dar tudo certo, pois meu Deus é quem luta por mim! Gratidão, nunca esquecerei quem não me abandonou, amo vocês”, escreveu.

A jovem vivia em Santa Catarina junto com a mãe, onde vendia perfumes e lingeries. Além disso, ela também tinha residência no Pará, onde o pai mora.

Manuela teria embarcado para a Indonésia em um aeroporto de Santa Catarina, mas a data e a cidade do voo não foram divulgadas. Ela, ainda, teria feito uma escala no Catar antes de chegar no país asiático. Segundo a defesa, a prisão ocorreu entre 31 de dezembro e 1º de janeiro, quando a droga foi encontrada em uma das bagagens dela.

Em 27 de janeiro, ela foi indiciada por tráfico de drogas. O advogado alega que a jovem foi enganada por uma organização criminosa de Santa Catarina, que teria prometido férias e aulas de surfe no país asiático e, com isso, ela foi usada como “mula” para o transporte da droga.

Durante uma das audiências do processo, em 30 de maio, Manuela teria pedido desculpas às autoridades da Indonésia por “ofender o país”. Segundo o advogado, a mensagem foi uma orientação da própria defesa.

Entre as possibilidades de condenação estava a de prisão perpétua ou pena de morte, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Indonésia.

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