Segunda-feira, 22 de julho de 2024

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Ciência Brasileiro ajuda a revelar o rosto do faraó Ramsés II

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A recriação do rosto de Ramsés II passou por várias etapas, começando com uma versão em preto e branco.

Foto: Divulgação
A recriação do rosto de Ramsés II passou por várias etapas, começando com uma versão em preto e branco. (Foto: Divulgação)

A história do antigo Egito continua a fascinar e a surpreender o mundo, revelando segredos de uma civilização que floresceu há milhares de anos. Recentemente, uma dupla de pesquisadores, em colaboração com o designer brasileiro Cícero Moraes, conseguiu recriar o rosto do faraó Ramsés II em 3D, a partir de sua múmia.

Publicada na revista científica OrtogOnLineMag, esta reconstrução não só oferece um vislumbre detalhado de como era Ramsés, o Grande, mas também reaviva o fascínio por um dos maiores faraós do império egípcio, que governou durante 66 anos.

Ramsés II, também conhecido como Ramsés, o Grande, é uma figura icônica na história do Egito antigo. Ele teve o segundo maior reinado do império egípcio, sendo famoso por suas expansões territoriais e campanhas militares bem-sucedidas. Sob seu governo, o Egito prosperou e consolidou seu poder, deixando um legado que perdura até hoje. Com 1,72 metro de altura e tendo atingido uma idade avançada ao morrer, sua múmia bem preservada tem sido uma fonte inestimável de informações para historiadores e arqueólogos.

A recriação do rosto de Ramsés II foi um trabalho meticuloso e detalhado. Utilizando o método de reconstrução facial forense, os pesquisadores se basearam em dados de tomografias computadorizadas da múmia, disponíveis no Museu Egípcio do Cairo. A estrutura do crânio e as angulações foram fundamentais para modelar o rosto do faraó. Além disso, os pesquisadores consultaram artigos de jornais, mídias online e obras acadêmicas para garantir a precisão da reconstrução.

A recriação do rosto de Ramsés II passou por várias etapas, começando com uma versão em preto e branco. Esta etapa inicial permitiu aos pesquisadores focar nas angulações e na estrutura óssea sem a complexidade adicional de determinar a cor da pele e outros detalhes. Essa abordagem é crucial, pois a determinação da cor da pele dos antigos egípcios ainda é um tema complexo e debatido devido à diversidade étnica do império.

O Egito antigo era etnicamente diverso, com influências da Núbia (atual Sudão), povos líbios do norte da África, e relações com outras regiões da Ásia, do Mediterrâneo e do Oriente Médio. Esta diversidade torna difícil definir um padrão étnico único para os antigos egípcios. Estudos genômicos recentes e análises de obras de arte, esculturas e pinturas em túmulos sugerem que as características físicas dos egípcios poderiam variar amplamente, compatíveis tanto com africanos negros quanto com europeus brancos.

Para as versões coloridas da recriação, os pesquisadores analisaram diversos referenciais teóricos, obras de arte da época e características físicas da própria múmia. Esta análise permitiu uma representação mais precisa e realista do faraó. A colaboração entre tecnologia moderna e conhecimento histórico resultou em uma recriação que não só impressiona pela precisão, mas também por trazer à vida a imagem de um dos maiores governantes da história.

A reconstrução do rosto de Ramsés II é mais do que uma façanha tecnológica; é uma janela para o passado. Ela nos permite conectar com uma figura histórica de maneira visceral e tangível. A capacidade de visualizar como poderia ter sido o rosto de Ramsés, o Grande, adiciona uma nova dimensão à nossa compreensão da história egípcia. Para os historiadores, arqueólogos e o público em geral, estas recriações são uma maneira de humanizar figuras históricas, transformando-as de nomes e datas em seres humanos reais que viveram, governaram e influenciaram o curso da história.

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