Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de abril de 2023
A Caixa Econômica Federal teve um pico de contratações de crédito imobiliário no mês de março, contrariando temporariamente as previsões de um ano mais enxuto. O banco estatal liberou R$ 10,2 bilhões mês passado, o correspondente ao financiamento de 39,2 mil moradias.
O resultado ficou acima do registrado pela instituição financeira nos meses de janeiro e fevereiro, quando variou entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. O montante na Caixa em março também ficou muito à frente dos concorrentes Itaú (R$ 2,6 bilhões), Bradesco (R$ 2,5 bilhões), Santander (R$ 890 milhões) e Banco do Brasil (499 milhões).
Segundo informações da Coluna do Broadcast, do jornal O Estado de S. Paulo, o principal motivo para esse pico na Caixa foi a aceleração das contratações para aproveitar as taxas de juros vigentes antes do aumento que ocorreu no início de abril. A elevação foi de 0,5 ponto porcentual, indo para o patamar de 8,99% a 9,99% mais Taxa Referencial (TR). Os outros bancos já haviam subido os juros no começo do ano.
O resultado mais forte do banco estatal se deu também por conta do fechamento de trimestre das construtoras – quando há uma demanda maior por repasses de clientes que adquiriram unidades na planta.
Mas esse desempenho mais forte para o mês foi atípico e não tende a se repetir. A Caixa prevê conceder cerca de R$ 70 bilhões em financiamentos no ano (considerando apenas os recursos originados nas cadernetas de poupança), sendo que já atingiu R$ 21 bilhões. A média daqui para frente deve voltar ao nível de R$ 5,5 bilhões por mês.
Minha Casa, Minha Vida
Em outra frente, o Minha Casa, Minha Vida deverá contratar 2 milhões de habitações até 2026. O governo retomou as contratações com algumas mudanças no programa, entre elas, no teto de subsídios e na faixa de renda.
No caso da faixa 1, grupo que engloba famílias com menor renda, a renda mensal atendida passou de R$ 1,8 mil para R$ 2,64 mil. Na faixa 2, o limite foi elevado para R$ 4,4 mil, e na faixa 3 para R$ 8 mil.
Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, o ministro das Cidades, Jader Filho, explicou que a alteração permitirá ampliar o benefício a um maior número de famílias de acordo com o reajuste do salário mínimo.
Jader Filho disse ainda que os imóveis financiados deverão estar em terrenos próximos a centros urbanos, para que os moradores tenham acesso a posto de saúde e escola, por exemplo.
Segundo Jader Filho, a meta de 2 milhões de unidades habitacionais será distribuída a partir do déficit habitacional das regiões e Estados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Brasil.
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