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Saúde Câncer de ovário: um inimigo silencioso

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O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero. (Foto: Reprodução)

Os ovários localizam-se na pelve, próximos ao útero e tem uma íntima relação com as tubas uterinas. São responsáveis pela produção de óvulos e de hormônios femininos, como estrógeno e progesterona. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país deve registrar em 2021, cerca de 6.150 novos casos.

O câncer de ovário é silencioso. Geralmente demora a apresentar manifestações e pode crescer bastante antes de ser detectado. Por isso, cerca de 75% dos casos têm o diagnóstico quando a doença já está avançada.

Infelizmente não existem exames eficazes para a detecção precoce desse câncer. Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de ovário traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.

A doença não possui tantos sinais óbvios quanto, por exemplo, o câncer de endométrio. Mas isso não significa que as mulheres não tenham sintomas. No início, são muito discretos, fáceis de ignorar e podem ser atribuídos a outras coisas, como uma mudança na sua dieta.

Alguns sinais e sintomas possíveis do câncer de ovário são: Dor pélvica ou abdominal; Distensão abdominal, gases e cólicas; Dor de estômago, indigestão ou dificuldade de se alimentar; Fadiga; Dor nas costas; Necessidade urgente e frequente de urinar; Constipação; Alterações menstruais; Dor durante a relação sexual; Perda de apetite e perda de peso.

Esses sintomas não significam que você tem câncer de ovário, contudo merecem uma avaliação médica especializada quando são sintomas novos, ou persistem por mais de algumas semanas ou se ocorrem mais de 12 vezes no mesmo mês.

Os principais fatores de risco para câncer de ovário são: Idade – o risco de câncer de ovário aumenta com a idade e metade das pacientes tem mais de 60 anos; Síndromes genéticas como a BRCA1 e BRCA2 ou síndrome de Lynch; Histórico familiar: parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha); Obesidade; Terapia de reposição hormonal (parece aumentar pouco o risco).

A infertilidade é fator de risco para o câncer de ovário, mas a indução da ovulação para o tratamento da infertilidade não parece aumentar o risco de desenvolver a doença.

Em contrapartida, as mulheres que engravidaram e tiveram filhos antes dos 26 anos de idade têm menor risco de câncer de ovário, que diminui a cada gravidez a termo. A amamentação pode reduzir ainda mais essa possibilidade. Além disso, o uso de anticoncepcional oral parece diminuir o risco também.

Após a suspeita diagnóstica de um câncer de ovário, essa paciente deve ser avaliada por um cirurgião especialista em oncologia. São realizados vários exames para se estabelecer a extensão da doença: se está em uma evolução mais precoce ou mais avançada.

A principal arma no tratamento do câncer de ovário é a cirurgia. Quando o tumor é precoce e está localizado apenas no ovário, é possível realizar a cirurgia através de laparoscopia (cirurgia minimamente invasiva), na qual são realizados de 4 a 6 pequenas incisões de 0,5 a 1,5 cm. Se a cirurgia puder ser realizada por essa técnica, a recuperação costuma ser mais rápida: um a três dias de internação e cerca de três a quatro semanas para retorno às atividades habituais. Para cirurgia adequada o cirurgião deve remover todo o útero, as trompas e os ovários, os linfonodos (popularmente chamados de “ínguas”) pélvicos e retroperitoneais, o epíplon, além de biópsias múltiplas do peritônio.

Para mulheres em idade fértil e desejo de engravidar é possível, em casos muito selecionados, preservar o útero além da trompa e do ovário sadio, e desta forma manter a chance de uma gravidez futura.

Já nos casos mais avançados, nos quais a doença se “espalhou” e há comprometimento de outras estruturas abdominais, haverá necessidade de uma avaliação mais minuciosa da extensão da doença. A primeira coisa que o paciente e os familiares devem saber é que sim, mesmo nestes casos mais avançados existe a possibilidade de tratamento e uma avaliação multidisciplinar especializada deve ser realizada para definir a melhor conduta para aquela paciente. Nestes casos, a equipe vai definir se é melhor realizar uma cirurgia primária, com ressecção de toda a doença (citorredução ótima) e posteriormente complementar com quimioterapia (adjuvante); ou se será necessária uma quimioterapia prévia (neoadjuvante), para tentar reduzir o volume da doença e posteriormente realizar a cirurgia para remoção de todo câncer residual.

Nos casos mais avançados, geralmente a cirurgia é realizada de forma convencional, com uma incisão grande na região mediana do abdômen.

Sendo assim, o câncer de ovário é uma doença silenciosa na qual a maioria das pacientes é diagnosticada em situação mais avançada, portanto a avaliação de uma equipe multidisciplinar e especialista em tratamento oncológico é fundamental para se atingir resultados melhores e até mesmo a cura.

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