Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2016
O Brasil já registra 404 casos confirmados de recém-nascidos com microcefalia, 17 deles com exames positivos para o zika vírus, segundo boletim atualizado do Ministério da Saúde. Além destes registros, há outros 3.670 de bebês com suspeita da má-formação ainda em investigação. O número de ocorrências suspeitas e confirmadas representa um aumento de 9,5% em relação ao último relatório.
Já o total de casos descartados passou de 462 para 709. São episódios em que exames não apontaram alterações no cérebro do bebê ou em que o quadro de microcefalia não foi causado por infecções congênitas (transmitidas de mãe para filho), o que já descartaria uma provável relação das ocorrências com o zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e apontado como a principal hipótese para o avanço do problema.
Também houve aumento no número de mortes em investigação. Ao todo, o País já registra 15 casos confirmados de bebês que morreram após o parto ou ainda durante a gestação. Segundo o Ministério da Saúde, eles tinham diagnóstico de microcefalia e outras má-formações – cinco deles tiveram resultado positivo para o zika. Cinquenta e seis mortes ainda são investigadas, e cinco foram descartadas.
Cerca de 80% dos casos notificados está no Nordeste. Os únicos Estados a não apresentarem registros foram Amapá e Amazonas.
(Natália Cancian/Folhapress)
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