Terça-feira, 22 de Junho de 2021

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Beleza Cientistas buscam biomarcadores para intervir precocemente no envelhecimento

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O objetivo dos cientistas é substituir o declínio que ocorre com o passar dos anos por saúde. (Foto: Reprodução)

Capitaneada pela Universidade de Oxford, a UK Spine é uma espécie de consórcio que reúne pesquisadores dos mais importantes centros de referência do Reino Unido, com o objetivo de compartilhar informações e descobertas que promovam o envelhecimento saudável. Na semana passada, o primeiro dia da conferência anual da organização foi dedicado aos biomarcadores, que são os indicadores da presença de alguma doença – como os exames de sangue, por exemplo.

E por que a gerociência, cujo objeto de estudo é a velhice, está tão interessada em biomarcadores? Os cientistas querem aperfeiçoar os testes para tentar mapear os problemas em nível celular. Dessa forma, poderiam antecipar diagnósticos e tornar os tratamentos mais eficazes. “Queremos substituir o declínio, que normalmente ocorre com o passar dos anos, por saúde. Não se trata de estender a existência, mas de garantir uma vida saudável até o fim”, afirmou o geriatra Thomas Jackson, do Institute of Inflammation and Ageing, da Universidade de Birmingham. Acrescentou que, acima dos 50 anos, metade das pessoas – ele se referia aos britânicos – não apresenta multimorbidades (duas ou mais doenças crônicas simultâneas), sarcopenia (perda de massa muscular) ou fragilidade, servindo como inspiração para um envelhecimento livre de maiores complicações.

“Através de biomarcadores, poderemos fazer não somente o diagnóstico, mas também previsões sobre o que deve acontecer e como intervir, porque estaremos mapeando os aspectos biológicos do indivíduo, como as células estão se comunicando, reagindo. No entanto, há uma questão ética: o que as pessoas vão efetivamente querer saber?”, completou. Na sua opinião, a meia-idade seria o período crucial para se detectar alterações e lançar mão de terapias preventivas, o que inclui mudanças no estilo de vida: “quando falamos da demência pela Doença de Alzheimer, o acúmulo anormal de proteínas começou 20 anos antes, é na meia-idade que temos que buscar as respostas”.

É verdade que já dispomos de inúmeros biomarcadores, mas os cientistas perseguem a solução ideal: testes baratos, que possam ser feitos em grande escala e que, ainda por cima, não assustem quem tem medo de agulhas. Essa foi a pergunta que abriu a discussão de uma mesa-redonda com quatro especialistas: Janet Lord, Ranulf Crooke, Sara Ward e Wen Hwa Lee. Este último, referência mundial no combate à degeneração macular, chamou a atenção para o potencial dos exames oftálmicos: “o olho é uma extensão do cérebro, uma janela transparente. Uma avaliação relativamente simples é capaz de identificar a perfusão, o estado da microvascularização e quadros neurodegenerativos. Isso poderia ser feito em minutos, em óticas espalhadas pela cidade, facilitando o acesso de todos”. O grupo concordou num ponto: é fundamental que os idosos sejam ouvidos e digam o que consideram envelhecer bem. “O envelhecimento é heterogêneo, não podemos usar uma só medida para todos”, finalizou Lord.

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