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Geral Cirurgia de bebê dentro da barriga da mãe ocorre pela primeira vez na rede pública de São Paulo

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A cirurgia aconteceu no Hospital e Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte da capital paulista. (Foto: Reprodução)

Uma cirurgia realizada em um bebê dentro da barriga da mãe ocorreu pela primeira vez na rede pública de saúde da cidade de São Paulo nesta quinta-feira (24). O objetivo era corrigir uma má-formação dos ossos da coluna do bebê.

A correção de mielomeningocele foi feita em um bebê de 24 semanas de gestação. Até agora, um procedimento do tipo só tinha sido realizado no sistema público estadual e na rede privada. Desta vez, a cirurgia aconteceu no Hospital e Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte da capital paulista.

Mielomeningocele é uma má-formação dos ossos da coluna que deixa a medula exposta e compromete os movimentos de braços e pernas do bebê. A doença causa hidrocefalia, que é o acúmulo do líquido produzido no crânio, e a criança pode nascer com deficiência intelectual.

O início dessa operação no sistema público pode mudar a vida de muitas crianças que ainda nem nasceram, de acordo com o professor Rodrigo Ruano, chefe de medicina e cirurgia fetal da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e professor livre-docente da Universidade de São Paulo (USP).

“Isso, na rede pública de saúde, que atinge um grande número de pessoas, é importante não só para o tratamento específico dessa criança, dessa gestante, desse bebê agora, mas também para prevenir futuros casos de espinha bífida, mielomeningoceles, nessas gestantes”, afirma.

Na cirurgia, os médicos fazem um corte longitudinal para chegar ao útero, de onde tiram o líquido amniótico. Em seguida, costuram os tecidos da coluna do feto. Depois, devolvem o líquido e fecham o útero e o corte na barriga da mãe.

Em 2003, uma das primeiras cirurgias desse tipo no Brasil foi feita em São Paulo. Na época, a mãe, Daniele, e o pai, Bolivár, descobriram que a filha, Nicole, sofria da doença ainda na gestação. Na época, um especialista em medicina fetal disse que a chance da criança nascer sem sequelas era de 1%. Mas eles souberam do processo cirúrgico através de amigos e procuraram a equipe da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mãe e filha também foram operadas no sexto mês de gestação, e a Nicole nasceu cheia de saúde.

Desde então, muitas outras cirurgias de mielomeningocele foram feitas no Brasil, principalmente em São Paulo.

A cirurgia começou às 9h e durou aproximadamente quatro horas. E as técnicas já não são mais experimentais como eram em 2003. Nos últimos anos, estudos só reforçaram os benefícios da operação, de acordo com o doutor Ruano.

“Quando a gente faz a cirurgia dentro do útero, a gente fecha esse problema nas costas e, daí, essa parte do cérebro, essa parte posterior que desce, que obstruiu aqui atrás, ela volta ao normal. E voltando ao normal, reduz significativamente a chance de líquido na cabeça, a hidrocefalia. E com isso, reduz a chance que essa criança tenha infecções ou cirurgias após o nascimento”, afirma. As informações são do portal de notícias G1.

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