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Brasil Com 43 milhões de usuários no Brasil e quase 700 milhões no mundo, o LinkedIn deixa de ser apenas um repositório de currículos e vagas para virar espaço de discussão sobre trabalho e carreira, com direito até a influenciadores

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Rede social passa a permitir anúncio de vagas afirmativas. (Foto: Reprodução)

Durante muito tempo, o LinkedIn foi uma rede social de Schroedinger: tal como o gato dentro da caixa na teoria do físico austríaco, ele era uma rede social, mas não tinha lá muitas interações – a maioria das pessoas se cadastrava na plataforma para criar uma versão digital do currículo e, vez por outra, procurar emprego quando necessário. Mas isso mudou: em um processo que evoluiu gradualmente nos últimos anos e se intensificou na pandemia, o serviço que pertence à Microsoft desde 2017 virou um lugar de conversas sobre carreira, trabalho e negócios para uma multidão de gente – só no Brasil, são 43 milhões de usuários ativos.

“Temos cerca de 100 mil usuários novos por semana, toda semana”, afirma Milton Beck, diretor da empresa na América Latina. Além dos novos cadastros, a interação subiu bastante – segundo a empresa, houve aumento de 55% no volume de conversas entre março e o mesmo mês de 2019. Já a criação de conteúdo subiu 50% de junho do ano passado e o de 2020. Para Fabro Steibel, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio), a explicação para o crescimento é evidente. “Todas as redes sociais, de forma geral, ganharam mais atenção. E num período de incerteza econômica, se você está preocupado com seu trabalho, o LinkedIn é uma saída natural”, afirma.

Essa popularidade em meio à quarentena é, porém, o ápice de um movimento que já vinha acontecendo nos últimos anos. Na visão de Luiz Peres Neto, professor da ESPM e pesquisador de redes sociais, o LinkedIn ganhou espaço na internet graças a um movimento de flexibilização das relações de trabalho. “Isso faz com que as pessoas tenham de estar sempre numa vitrine, buscando uma vaga. É um movimento que começou lá fora depois da crise financeira de 2008 e chegou aqui ao Brasil depois da nossa crise”, afirma ele. (leia entrevista abaixo).

Fundado em 2002 e lançado em maio de 2003, o LinkedIn demorou a ganhar tração como rede social. “No começo, o LinkedIn era usado bastante por profissionais de recrutamento, para contratações”, lembra Beck. A demora em se tornar social, com ferramentas como a criação de publicações de texto, foto ou vídeo, porém, lhe fez bem: para analistas, a plataforma conseguiu aprender com os erros de outras redes para se diferenciar, tendo um algoritmo que valoriza menos as polêmicas e mais o diálogo. A impossibilidade de um usuário pagar para promover seu próprio conteúdo também o tornou mais democrático.

É algo que aparece no discurso até mesmo dos influenciadores da rede. “Eu tenho 225 mil conexões hoje. Não gosto da palavra seguidores porque parece que você está num patamar diferente das outras pessoas. Sou igual a todo mundo, a questão é que publico bastante conteúdo”, afirma o empresário Rodrigo Garçonne, um dos perfis mais populares da rede no País hoje.

No lugar de mimos, selfies e parcerias com marcas, porém, ele traz em suas publicações textos sobre carreiras, produtividade e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. “O LinkedIn não é uma rede pessoal, mas às vezes falo sobre minha relação com a família, para gerar reflexões nas pessoas”, diz.

A própria rede promove, todos os anos, uma lista de “pessoas a serem seguidas”, os Top Voices. Focada em conteúdos sobre startups, inovação e empreendedorismo, a mineira Amanda Graciano foi uma dessas vozes no ano passado. Para ela, a rede se tornou um espaço de dividir com outras pessoas o que vive no dia a dia – ela é chefe de desenvolvimento de novos negócios da Idexo, hub de inovação da empresa de tecnologia Totvs.

“Quando você fala em startups, há muitos termos em inglês, isso afasta as pessoas. Eu busco explicar meu trabalho de uma forma sem que ele pareça mirabolante. E aumentar a diversidade: hoje, muito do conteúdo dessa área é escrito por homens brancos”, afirma. “Para mim, não tem muita separação entre o pessoal e o profissional na rede, mas o foco é no segundo.”

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