Quinta-feira, 13 de Agosto de 2020

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Porto Alegre Com a casa de bombas automatizada, a trincheira da avenida Ceará, em Porto Alegre, não registra alagamentos

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Obras de modernização do sistema foram vistoriadas por Marchezan no dia 5 de fevereiro.

Foto: Jefferson Bernardes/PMPA
Obras de modernização do sistema foram vistoriadas por Marchezan no dia 5 de fevereiro. (Foto: Jefferson Bernardes/PMPA)

O funcionamento pleno e adequado da Ebap (Estação de Bombeamento de Águas Pluviais) da Trincheira da avenida Ceará, na entrada de Porto Alegre, foi atestado com o grande volume de chuvas nos últimos dias. Com mais de 123 milímetros de precipitação entre os dias 7 e 8, a região não teve acúmulos de água. Os técnicos do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos) acompanharam a operação dos equipamentos e constataram que, mesmo com a quantidade das chuvas, foi preciso acionar apenas uma das duas bombas, que tem vazão de 91 litros por segundo. Há ainda outra bomba com vazão de 43 litros por segundo.

“Apesar da pandemia do coronavírus, trabalhamos para manter os investimentos e deixar um legado para Porto Alegre. Estamos investindo mais de R$ 100 milhões em obras de macrodrenagem, que vão contribuir significativamente para amenizar os históricos alagamentos. A melhoria na casa de bombas da trincheira da Ceará mostrou-se exitosa e passou no teste quando, em dois dias, choveu o equivalente à média de todo o mês de julho”, disse o prefeito Nelson Marchezan Júnior.

O secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Marcelo Gazen, ressalta que a qualificação do sistema na região, que opera com uma bomba a mais que o previsto no projeto original, foi um acerto para garantir o escoamento de acúmulos de água. “Após o grande volume de chuvas nas últimas duas semanas, temos a certeza disso”, afirma.

Além de ter uma bomba adicional, a unidade foi construída com equipamentos eletrônicos para acionamento automático – no projeto original, eles funcionariam manualmente. A automatização aumenta a confiabilidade do sistema, reduzindo custos de manutenção e operação, e agiliza o monitoramento de nível da água.

“Essa estrutura é de extrema importância para o pleno funcionamento da trincheira, pois ela coleta toda a água de infiltração interna trazida pelos carros em dias de chuva e a água no entorno da Ceará. Além disso, nas chuvas ocorridas durante o ciclone do dia 30 de junho, devido à falta de energia, o gerador instalado (com potência de 125 kilovoltamperes) também entrou em ação. Isso foi fundamental para a manutenção da passagem sem inundações”, diz o diretor-geral do Dmae, Darcy Nunes dos Santos.

Modernização – A trincheira da avenida Ceará foi entregue à população e liberada ao trânsito no dia 3 de março. A obra, planejada para a Copa de 2014, atrasou por causa de problemas em projetos, pagamentos não feitos e revisão de itens para incluir sistema de bombas que evitassem alagamentos. Uma importante readequação no projeto, feita pela equipe técnica da prefeitura junto com técnicos do Dmae, foi a que transformou a estação de bombeamento de águas pluviais da região, que seria manual, em estrutura totalmente automatizada.

Desde que assumiu os serviços de drenagem de Porto Alegre, em maio de 2019, o Dmae já investiu mais de R$ 5,1 milhões apenas na manutenção e aquisição de equipamentos elétricos e mecânicos para as estações de bombeamento de águas pluviais (Ebaps). O objetivo é modernizar essas casas de bombas, construídas, em sua maioria, há 50 anos.

Em um ano, já foram instalados dez novos motores (distribuídos em sete estações) e 15 painéis de acionamento mais modernos em oito Ebaps. Outras 22 chaves de partida (sem painel) foram adquiridas para reposição. Estão programadas ainda a instalação de novas comportas de descarga e a contratação de automação para todas as demais unidades, além de restaurações prediais.

Considerando a Ebap da trincheira da avenida Ceará, o Sistema de Proteção Contra Inundações da Capital conta com 23 casas de bombas. No início da gestão Marchezan, em 2017, essas estruturas estavam operando com 40% da capacidade instalada. Hoje, atuam com mais de 80% do potencial.

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