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Economia Com impacto da guerra no Irã, inflação dos Estados Unidos dispara a 3,7%, a maior em três anos

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O índice de inflação nos EUA é o mais alto desde maio de 2023. (Foto: Reprodução)

A inflação nos EUA saltou para 3,8% em abril, seu maior nível em três anos, enquanto a guerra no Irã continuava a impulsionar uma forte alta nos preços dos combustíveis. O índice de preços ao consumidor do Escritório de Estatísticas do Trabalho subiu em relação a março e fevereiro, quando registrou 3,3% e 2,4%, respectivamente, antes do início do conflito. Economistas consultados pela Bloomberg esperavam um aumento de 3,7%.

O índice de inflação divulgado na terça-feira é o mais alto desde maio de 2023, quando o país sofria com o choque energético provocado pela invasão da Ucrânia pela Rússia. A inflação subiu 0,6% em abril na comparação mensal.

O aumento dos preços vem afetando inúmeros países por causa da guerra no Irã. A inflação do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), desacelerou a 0,67% em abril, após marcar 0,88% em março, disse o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na terça-feira (12).

O relatório de terça é o mais recente indicador de como o conflito está repercutindo na economia norte-americana, gerando preocupação crescente sobre a extensão do choque de preços. A meta de inflação estabelecida pelo Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) é de 2%.

“A inflação nos EUA está perto de atingir o pico, mas isso não significa que o alívio seja iminente”, afirmou George Brown, economista sênior da Schroders. “Com os preços do petróleo ainda imprevisíveis, o perigo é que um choque energético temporário se transforme em algo mais persistente”, declarou.

A alta no último relatório foi impulsionada principalmente pelos preços mais altos nos combustíveis, com a gasolina subindo 28,4% em relação ao ano anterior. O núcleo da inflação, que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, subiu para 2,8%, ante 2,6% no mês anterior.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro recuaram após o relatório, embora tenham permanecido em alta no dia, indicando que os operadores não estavam revisando suas expectativas de taxa de juros em resposta aos dados.

O rendimento de dois anos, que acompanha as expectativas de política monetária, subiu 0,02 ponto percentual no dia, para 3,97%. O dólar e os futuros de ações dos EUA também tiveram pouca variação.

“Os mercados já haviam descartado cortes de juros para 2026 antes do relatório, e nada nos dados sugere que aumentos de juros voltaram a ser cogitados”, disse Tim Urbanowicz, estrategista-chefe de investimentos da Innovator ETFs, da Goldman Sachs Asset Management.

O otimismo em relação a um acordo de paz havia ajudado a conter os preços nos últimos dias, mas isso se dissipou depois que Trump, no domingo (10), classificou a resposta do Irã à última proposta americana como “inaceitável”. O presidente alertou que um cessar-fogo está agora em “estado crítico”.

Os preços da gasolina nos EUA subiram mais de 50% desde que o conflito eclodiu, chegando a US$ 4,50 o galão na terça-feira (12), segundo a AAA. O diesel subiu em proporção semelhante, para US$ 5,64, próximo de sua máxima histórica.

Parlamentares propuseram nesta semana uma legislação para suspender os impostos federais sobre combustíveis, a fim de proporcionar alívio aos motoristas. Trump afirmou que a medida, se aprovada, deve durar “enquanto for apropriado”. As informações são do jornal Financial Times.

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