Quinta-feira, 03 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 13 de agosto de 2024
A oferta da vacina que protege contra coqueluche foi reforçada em todo o Brasil. A medida decorre do aumento de casos da doença no País. Até julho, 21 suspeitas de coqueluche foram notificadas à vigilância epidemiológica de Porto Alegre. Dez foram confirmados, 12 descartados e um teve resultado inconclusivo. Além de profissionais da saúde, parteiras tradicionais, gestantes a partir da 20ª semana de gravidez e puérperas até 45 dias depois do parto, podem receber a dose da vacina os seguintes grupos:
– Todos os trabalhadores de saúde que atuam em serviços ambulatoriais e hospitalares de ginecologia e obstetrícia, parto e pós-parto imediato, unidades de terapia intensiva e de cuidados intensivos (UTI e UCI), berçários e pediatria;
– Doulas que acompanham a gestante no período da gestação, parto e pós-parto;
– Trabalhadores de berçários e creches com atendimento de crianças até quatro anos;
– Membros das delegações e atletas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos;
– Pessoas comunicantes de casos suspeitos ou confirmados de coqueluche. Nesse caso, é necessário contato da unidade de saúde com a Vigilância em Saúde/ Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis.
Doença
A coqueluche é uma infecção respiratória contagiosa causada por uma bactéria. É transmitida de pessoa a pessoa, por meio de gotículas, ao tossir ou espirrar. A doença é mais grave em crianças. Casos suspeitos são pessoas com tosse de qualquer tipo, há dez dias ou mais, acompanhada de um ou mais sintomas: tosse súbita incontrolável, com tossidas rápidas e curtas (cinco a dez), em uma única expiração; guincho inspiratório (ou barulho durante a respiração da criança que está com dificuldade respiratória); vômitos depois da tosse; engasgo; cianose (coloração azulada ou acinzentada da pele); e apneia.
A vacina dTpa protege contra coqueluche, tétano e difteria. Está disponível em todas as unidades de saúde de Porto Alegre.
Transmissão
A transmissão da coqueluche ocorre, principalmente, pelo contato direto do doente com uma pessoa não vacinada por meio de gotículas eliminadas por tosse, espirro ou até mesmo ao falar. Em alguns casos, a transmissão pode ocorrer por objetos recentemente contaminados com secreções de pessoas doentes. Isso é pouco frequente, porque é difícil o agente causador da doença sobreviver fora do corpo humano, mas não é impossível. O período de incubação do bacilo, ou seja, o tempo que os sintomas começam a aparecer desde o momento da infecção, é de, em média, 5 a 10 dias podendo variar de 4 a 21 dias e, raramente, até 42 dias.