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Copa América 2021 Conmebol tem 13 dias para definir plano de vacinação das delegações para a Copa América

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A distribuição de vacinas está despertando a esperança de que o país conseguirá controlar a pandemia. (Foto: Tânia Rêgo/EBC)

As seleções do Chile, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela já receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac. A Conmebol pretende ter todas as dez delegações participantes da Copa América 2021 vacinadas até o início do torneio.

O pontapé inicial será dado no dia 13 de junho, portanto restam menos de duas semanas para Argentina, Brasil, Colômbia e Peru receberem o imunizante. As datas dos jogos serão confirmadas.

Após a Conmebol anunciar que o Brasil será sede da competição, o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que a condição estabelecida pelo governo brasileiro para o País sediar a Copa América é que todos os integrantes das delegações participantes estejam vacinados.

Antes de entrarem em campo pela Copa América, as seleções sul-americanas jogam duas rodadas das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. A logística para a vacinação de jogadores será estabelecida nesse intervalo e respeitará a determinação sanitária de casa país. No caso da Seleção Brasileira, o imunizante não poderá ser aplicado em território nacional. Isso porque as vacinas que entram no País são direcionadas ao SUS.

Marquinhos, Neymar e Lucas Paquetá, que atuam no futebol francês, já foram vacinados. Tite recebeu a segunda dose no último dia 14, enquanto o auxiliar Cleber Xavier e o preparador físico Fabio Mahseradjian receberam apenas a primeira dose.

A CBF ainda não divulgou sua logística de vacinação. Os imunizantes foram adquiridos pela Conmebol por meio do governo do Uruguai. São 50 mil vacinas. É preciso tomar as duas doses para ser efetivamente protegido. É preciso ainda respeitar os prazos entre uma picada e outra.

Confirmação

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (1º), durante solenidade no Ministério da Saúde, que o Brasil será a sede da Copa América.

Segundo Bolsonaro, os governadores de Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás e “um quinto que chegou um pouco atrasado” aceitaram receber jogos da competição a partir do próximo dia 13. Ele não mencionou o quinto Estado. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), rival político de Bolsonaro, já declarou que aceita receber partidas da Copa se forem adotadas as medidas preventivas estabelecidas no Estado.

Depois do anúncio de Bolsonaro, o ministro Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) publicou em uma rede social que serão quatro sedes: Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás. A assessoria da Casa Civil confirmou o Mato Grosso como sede (e não Mato Grosso do Sul, como disse Bolsonaro).

“Escolhemos as sedes em comum acordo, obviamente, com os governadores. Agora, já tivemos quatro governadores: aqui de Brasília, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Goiás. E mais um agora, que chegou um pouco atrasado, também se prontificando a sediar a Copa América. Então, ao que tudo indica, prezado Queiroga, seguindo os mesmos protocolos, o Brasil sediará a Copa América”, afirmou Bolsonaro.

“Confirmada a Copa América no Brasil. Venceu a coerência! O Brasil que sedia jogos da Libertadores, Sul-Americana, sem falar nos campeonatos estaduais e brasileiro, não poderia virar as costas para um campeonato tradicional como este. As partidas serão em MT, RJ, DF e GO, sem público”, escreveu Ramos em rede social.

Especialistas em saúde criticaram a escolha do Brasil em meio à pandemia. O País soma mais de 460 mil mortes por covid, além de 16,5 milhões de casos confirmados da doença. Senadores da CPI da Covid também criticaram a iniciativa de realizar no Brasil um evento internacional.

O governo informou ter sido consultado, por intermédio da CBF, sobre a possibilidade de receber a Copa América, após as desistências dos dois países-sede, Colômbia e Argentina. Nos dois países, há aumento de casos de covid — a Colômbia também enfrenta uma crise social e política.

Segundo Bolsonaro, os ministros consultados foram unânimes em admitir receber o evento. “Não tínhamos porque ter qualquer posição contrária”, declarou.

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