Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de junho de 2021
Flordelis nega envolvimento na morte do marido, o pastor Anderson do Carmo
Foto: Fernando Frazão/ABrO Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu nesta terça-feira (8), por 16 votos a um, cassar o mandato da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019, em Niterói (RJ).
Os parlamentares aprovaram o relatório do deputado Alexandre Leite (DEM-SP), apresentado na semana passada. O único que votou a favor de Flordelis foi Márcio Labre (PSL-RJ).
O plenário da Casa ainda precisa dar a palavra final sobre a cassação. Para que Flordelis perca o mandato, são necessários 257 votos, isto é, a anuência da maioria absoluta dos deputados. Ainda não há data para a votação, e Flordelis poderá recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa.
Ela responde na Justiça por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada.
A deputada, contudo, não pode ser presa por causa da imunidade parlamentar, por meio da qual somente flagrantes de crimes inafiançáveis são passíveis de prisão.
Antes da votação no Conselho de Ética, Flordelis negou o crime e pediu para que os deputados não votassem a favor da cassação. “Mesmo que não acreditem na minha inocência, peço que parem de me aviltar e me permitam um julgamento digno”, disse. “Eu não matei meu marido, eu não matei Anderson do Carmo. Não mandei matar meu marido, não avalizei nenhum dos meus filhos a praticarem tal crime”, declarou.
A parlamentar disse ainda que acredita que será inocentada no tribunal do júri que irá analisar o seu processo.
Relatório
Na semana passada, o relator da matéria apresentou seu parecer pedindo a perda do mandato da parlamentar. O relatório não foi votado na ocasião devido a um pedido de vista coletiva (mais tempo para analisar o assunto) e, por isso, foi colocado em pauta no conselho apenas nesta terça.
O relator rejeitou o argumento da defesa de que o conselho deveria aguardar o trânsito em julgado da ação penal à qual Flordelis responde na Justiça.
“As provas coletadas tanto por esse colegiado, quanto no curso do processo criminal, são aptas a demonstrar que a representada tem um modo de vida inclinado para a prática de condutas não condizentes com aquilo que se espera de um representante do povo”, disse no relatório.
Leite considerou que as provas obtidas em mensagens coletadas após a quebra de sigilo telefônico e depoimentos dados ao Conselho de Ética e à polícia mostram que a deputada teve participação ativa no planejamento da morte de Anderson do Carmo.
Na fase de discussão do relatório, três deputados defenderam a perda do mandato da deputada. Nenhum falou a favor da Flordelis.
“Tenho a firme convicção de que o conjunto probatório reunido nos autos está, sim, apto a lastrear a prática de irregularidades graves ético-políticas no desempenho do mandato da deputada Flordelis, que afetam de forma irreparável a dignidade da representação popular”, defendeu Carlos Sampaio (PSDB-SP), segundo vice-presidente do conselho.
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SE FOSSE APLICADA LEI QUE “IGNORASSE” IMUNIDADE PARLAMENTAR (ISSO É PRIVILEGIO DE POUCOS) O ASSUNTO JA ESTARIA RESOLVIDO NÃO ?
E quantos outros mais irão perder o tal mandato que não respeitam a vontade de quem lá os colocaram?
nossa que agilidade desta camara. muito orgulho!!!!só que não
Meu conselho Flordelis….!!! Entra no STF…….!!!
Mais tá muito lento essa câmara dos deputados, daqui a pouco a bandida se elege de novo e aí babaus, nunca mais v as I pagar por seus crimes. Os iguais se ajudam, os demais deputados tem medo de irem pra cadeia também. Mais da metade deles tem rabo preso em algum crime …