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Mundo Coronavírus: nunca na História se aprendeu e se produziu tanto na ciência em tão pouco tempo

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. (Foto: Reprodução)

Na pandemia do novo coronavírus, práticas consolidadas da medicina se encontraram com a vanguarda da ciência. O encontro de conhecimento, inovação e esforço coletivo de profissionais de saúde e cientistas salvou milhões de vidas. No meio da tragédia, mesmo em países contaminados pelo negacionismo científico e tendo à frente uma nova doença, letal e extremamente contagiosa, esse encontro produziu, em tempo recorde, formas de curar a maioria dos doentes. E acena com a proteção de uma vacina.

Nunca na História se aprendeu e se produziu tanto em tão pouco tempo, destaca o presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich. Ele frisa que a ciência brasileira desempenhou papel fundamental.

Comedimento é parte da cultura científica, mas Jerson Lima Silva, professor titular do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro e presidente da Faperj, afirma que o momento é superlativo:

“Em oito meses, a ciência fez uma revolução. Em janeiro, nada sabíamos sobre o Sars-CoV-2. E agora temos mais de 200 vacinas em desenvolvimento e veremos algumas prontas, em meses, para imunizar a população. Há vacinas de diferentes formas, estratégias inovadoras, tudo em tempo recorde. A ciência respondeu à urgência da sociedade e demonstrou como nunca ser essencial à Humanidade”, enfatiza.

Até a última sexta-feira (7), 38.410 estudos científicos haviam sido publicados sobre o Sars-CoV-2 e a Covid-19. Ainda que nem todos tenham qualidade ou sejam confirmados por novas pesquisas, o conhecimento produzido já permitiu, por exemplo, entender como o vírus invade e se multiplica no corpo humano. O prazo de desenvolvimento de vacinas foi esmagado. De dez anos, em média, está projetado para cerca de um ano.

Mais do que prazos, pesquisadores trouxeram inovação. Algumas das vacinas em fase mais avançada, como a da Universidade de Oxford/AstraZeneca, em teste no Brasil, e a da Moderna, empregam tecnologias inéditas.

Testes

Começaram, neste sábado (8), os testes da vacina chinesa CoronaVac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, no Hospital São Lucas (HSL) da PUC-RS, em Porto Alegre.

Dez profissionais da saúde que estão atuando no combate à Covid-19 receberam as primeiras doses do imunizante. Eles fazem parte de um total de 852 voluntários escolhidos para participarem dos testes na Capital gaúcha. A aplicação da vacina está sendo realizada por um grupo de cerca de 20 profissionais do HSL, formado por farmacêuticos, enfermeiros, biólogos e médicos infectologistas.

Ao longo dos próximos dois meses, eles receberão os voluntários selecionados de diversas instituições hospitalares da Região Metropolitana de Porto Alegre para um processo que envolve entrevista técnica, checagem de requisitos, orientações gerais e a aplicação da vacina, que será feita duas vezes em 14 dias.

O acompanhamento dos voluntários deve se estender até o fim de 2021 e a previsão de término das aplicações é em outubro.

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