Sábado, 26 de Setembro de 2020

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Saúde O Brasil tem 134 mil mortes por coronavírus e 4 milhões e 400 mil de casos acumulados

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Do total de casos, 84,2% se recuperaram e 12,8% estão em tratamento.

Foto: Reprodução
Do total de casos, 84,2% se recuperaram e 12,8% estão em tratamento. (Foto: Reprodução)

O Brasil chegou a 134.106 mortes em razão da pandemia do coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram registrados 987 óbitos. A soma representa um aumento de 0,7% sobre terça-feira (15), quando os números traziam um total de 133.119 pessoas que perderam a vida para a Covid-19. Ainda há 2.428 falecimentos em investigação. Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde divulgado na noite desta quarta-feira (16).

Ainda conforme a atualização, foram acrescidas às estatísticas 36.820 novos diagnósticos de Covid-19, totalizando 4.419.083 pessoas infectadas desde o início da pandemia. O resultado marca um acréscimo de 0,8% em relação a terça, quando o painel trazia 4.382.263 casos acumulados.

O sistema do Ministério da Saúde contabilizou ainda 564.665 pacientes em acompanhamento. Do total de infectados, 84,2% dos pacientes se recuperaram da Covid-19, ou seja, 3.720.312 pessoas.

A letalidade (número de óbitos pelo total de casos) ficou em 3%. A mortalidade (número de falecimentos por 100 mil habitantes) está em 63,8. Já a incidência (total de casos por 100 mil habitantes) subiu para 2102,9.

Covid-19 nos Estados
O Estado de São Paulo soma agora 33.253 mortes e 909.428 casos confirmados acumulados de coronavírus.Os registros estão dentro da previsão quinzenal do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, que previam entre 900 mil e 1 milhão de infectados e de 33 mil a 38 mil mortes até 15 de setembro. Nova previsão divulgada nesta quarta projeta que até 30 de setembro o estado somará entre 960 mil e 1,05 milhão de infectados e entre 35 mil e 38 mil mortes pelo novo coronavírus.

O Estado do Rio de Janeiro registra o segundo maior número de óbitos por Covid-19 (17.342). Em seguida estão Ceará (8.764), Pernambuco (7.933) e Pará (6.405).

As Unidades da Federação com menos mortes devido à pandemia são Roraima (611), Acre (643), Amapá (685), Tocantins (831) e Mato Grosso do Sul (1.122).

Cartórios registram recorde de mortes em agosto

Um levantamento dos cartórios de registro civil brasileiros, divulgado nesta quarta-feira (16), revela que o mês de agosto deste ano foi o que mais registrou óbitos, desde o início da série histórica feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2002. Os dados catalogados pelo IBGE com base nos registros até 2018 (última divulgação), comparados aos dos anos de 2019 e 2020 disponíveis no Portal da Transparência dos Cartórios, mostram um total de 126.717 óbitos no mês, 17,1% a mais que os 108.178 de agosto do ano passado.

Apesar dos dados, quando considerados os registros de óbitos por Covid-19, o mês de agosto teve o menor número desde maio, com 24.966 mortes, queda de 13,7% em relação a julho, quando foram registradas 28.916 mortes pela doença. Já com relação à soma dos óbitos por doenças respiratórias no Brasil, agosto teve 55.359 óbitos, com queda de 8,1% em comparação ao mês de julho, quando foram registrados 60.270, o menor número de mortes por estas causas desde o mês de maio.

De todas as mortes registradas no mês passado, 24.966 são referentes a óbitos causados pela Covid-19, o equivalente a 19,7% do total. Quando somadas a essas mortes as ocorridas pelas demais doenças respiratórias – insuficiência respiratória (6.334), pneumonia (11.047), septicemia (11.067), síndrome respiratória aguda grave (1.198) e causas respiratórias indeterminadas (747), totalizando 55.359 óbitos – o índice sobe para 43,7%. Os óbitos restantes foram causados por acidente vascular cerebral (8.114), infarto (8.135), causas cardiovasculares inespecíficas (8.215) e demais causas naturais (37.631). Há ainda 9.263 ocorridas por razões não naturais, ou seja, decorrentes de causas externas violentas.

Para o vice-presidente da Arpen-Brasil, Luis Carlos Vendramin Júnior, os dados disponibilizados pelo Portal da Transparência do Registro Civil são uma importante ferramenta de combate à pandemia. “É importante que a população e o Poder Público possam ver esse alto número de mortes ocorridas durante o mês de agosto e, assim, utilizá-los em estudos sobre o impacto do coronavírus no País.”

Vendramin destacou que, hoje, os dados do portal são fonte de estudos acadêmicos, de órgãos oficiais do governo e base de dados dos índices de mortalidade no Brasil, com atualização dinâmica pelos cartórios de registro civil e grande detalhamento de dados.

O recorde de óbitos em agosto deste ano também é confirmado na pesquisa histórica Estatísticas do Registro Civil, do IBGE, que também usa como fonte primária dados dos cartórios. Em comparação com agosto de 2018 (112.573 óbitos), 2020 registrou um acréscimo de 12,6% mortes, já com relação a 2017 (112.116) foram 13% a mais este ano, enquanto que na comparação com 2016 (108.070), o percentual de aumento em 2020 é de 17,3%.

O Portal da Transparência, administrado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), é atualizado diariamente por todos os cartórios do país desde 2019, e o IBGE cataloga e tabula os dados anuais do registro civil e os disponibiliza em seu site sempre no fim do ano seguinte.

Desde o início da pandemia, a Plataforma do Registro Civil passou a informar dados de óbitos por Covid-19 (suspeita ou confirmada) e, ao longo dos meses, novos módulos sobre óbitos por doenças respiratórias e cardíacas foram adicionados ao portal, com filtros por estado e município com mais de 50 óbitos em 2020, cor da pele, local de falecimento e cidade de domicílio.

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