Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2020
Cerca de 2,7 milhões de veículos com possível defeito no sistema de airbag que provocou a morte de um motorista no Rio de Janeiro no fim do mês passado ainda circulam por todo o País. Eles são de diversas marcas e estão incluídos na lista de 5,4 milhões de automóveis que foram convocados para substituição do equipamento desde 2013, conforme dados do Procon-SP – mas ainda não foram levados às concessionárias para o conserto. Todos os veículos são equipamentos com um ou mais airbags fabricados pela antiga Takata.
O equipamento apresentou defeito de fabricação que provoca o lançamento de peças de metal quando o airbag é acionado em caso de acidente. O problema levou ao maior recall da indústria automobilística do mundo (mais de 30 milhões de veículos nos últimos sete anos), e do Brasil, com 5,4 milhões de unidades, a maior parte das japonesas Honda, Toyota e Nissan. Há relatos de 22 mortes e mais de 200 feridos, a maioria nos Estados Unidos. No Brasil, só a Honda informou que há registros de 16 feridos, sendo um deles fatal, o motorista do Rio.
O primeiro caso no Brasil envolveu um New Civic LXS 2008. Segundo a empresa, o modelo foi convocado em 2015, mas não foi levado para substituir o inflador do airbag. A Honda não divulgou dados da vítima. Pelos relatórios do Procon e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), em média apenas metade dos veículos que passam por recall são levados para conserto.
A Honda disse que, ao todo, há 906,2 mil veículos da marca que deveriam substituir 1,6 milhão de insufladores, sendo que 61% já passaram pelo serviço. A Toyota informou que convocou 1,4 milhão de modelos por causa do defeito do airbag e que 61,4% atenderam. O recall da Nissan envolve 340 mil airbags, sendo que 55% foram substituídos (a empresa não informou número de carros).
A partir deste ano, portaria do Ministério da Justiça prevê que o não atendimento ao recall em até um ano vai constar no Certificado de Registro do veículo. A medida prevê ainda ações mais efetivas para a realização do recall.
Airbag
De forma resumida, o sistema de airbag é acionado quando o veículo sofre um impacto. Sensores espalhados de forma estratégica no carro (parte frontal, traseira, lateral e central) identificam o impacto, emitindo um sinal para a unidade de controle do sistema. A UCE (Unidade de Comando Eletrônica) identifica através dos sensores qual parte do veículo foi atingida e aciona o(s) airbag(s) necessário(s).
O airbag também é conhecido e associado com a sigla SRS (Supplemental Restraint System), traduzindo: Sistema de Restrição Suplementar. Vários fatores podem ocasionar uma falha no sistema, e consequentemente a luz de anomalia no sistema airbag pode acender no painel do veículo. Logicamente o seu diagnóstico possui cuidados importantes que devem ser observados no momento da reparação.
Os comentários estão desativados.