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Notícias Defesa de Lula e Dilma provoca racha e briga em marcha das mulheres

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Segundo organizadoras do evento, a pauta petista não foi negociada com os demais grupos que chamaram o ato.

A inclusão da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff na pauta da tradicional manifestação pelo Dia Internacional da Mulher provocou rachas, confusão e agressões entre as participantes do ato no vão livre do Masp, na região central da capital paulista.

Segundo organizadoras do evento, a pauta petista não foi negociada com os demais grupos que chamaram o ato. Isso fez com que movimentos ligados ao PSOL criticassem a presença de petistas e o PSTU abandonasse a marcha. “Não temos acordo com esta defesa no ato. Esta postura foi uma ruptura”, disse Marcela Azevedo, do Movimento Mulheres em Luta, filiada ao PSTU.

Até mesmo integrantes de grupos contrários ao impeachment de Dilma reclamaram da tentativa de “cooptação” do ato. “É bom lembrar que este é um ato de vários partidos e um dos eixos é a defesa da democracia e do Estado de Direito mas não pode ser um ato pró-Lula”, disse Tabata Tesser, do PSOL.

Isso não impediu que algumas oradoras usassem o carro de som para dizer não ao “golpe” e criticar a ação da Lava-Jato contra Lula. Defensoras de Dilma tomaram o microfone de uma militante do PSTU, que resistiu. As agressões começaram ainda em cima do carro de som e logo se espalharam para a rua, onde defensoras dos dois lados começaram a trocar empurrões, tapas e xingamentos como “vagabunda”, “cachorra” e “bandida”.

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