Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de maio de 2021
Devido à extensão do depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta quinta-feira (6), os senadores que integram a CPI da Covid decidiram adiar para a próxima semana a audiência pública com o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, que também seria realizada nesta quinta-feira. O chefe da Anvisa deve ser questionado sobre os processos de liberação de vacinas contra a covid-19. Ele deve ser ouvido na próxima terça-feira (11).
“Essas duas audiências por dia vão complicar o nosso trabalho. Nós temos que rever isso. É impossível a gente ter duas audiências por dia devido à quantidade de senadores inscritos, por mais que a gente se esforce”, afirmou o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD/AM).
Durante a reunião da CPI da Covid, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu o uso de máscaras e criticou aglomerações, mas evitou se posicionar especificamente sobre declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro.
“Toda aglomeração deve ser dissuadida, independente de quem faça”, disse Queiroga nesta quinta-feira (6), em resposta ao senador Rogério Carvalho (PT-SE) que o indagou sobre aglomerações provocadas por Bolsonaro.
O ministro evitou se posicionar sobre declarações do presidente em relação ao distanciamento social. E várias vezes afirmou que não faria “juízo de valor”. Contudo, ressaltou que concorda que se assegure “a liberdade das pessoas”, como diz Bolsonaro. Queiroga disse não ter sido consultado sobre a redação de um decreto, anunciado pelo presidente, para impedir que estados e municípios restrinjam a circulação de pessoas como forma de frear a disseminação da covid-19.
“O que nós vamos adotar são medidas para evitar essas situações extremas onde haja fechamentos de cidades porque, nessa questão desses fechamentos nacionais, não há também um consenso acerca desse tema”, disse.
Sobre estados e municípios, Queiroga afirmou ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) que “a única recomendação que eu recebeu do presidente Bolsonaro foi para que cuidasse para que os recursos públicos do Ministério da Saúde fossem investidos em políticas públicas capazes de resolver esse cenário pandêmico”.
Em resposta ao senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), Queiroga disse que a compra de insumos como oxigênio é de responsabilidade de estados e municípios, mas que o governo federal tem “apoiado fortemente” governadores e prefeitos. As informações são da Agência Senado.
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