Sexta-feira, 23 de Outubro de 2020

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Rio Grande do Sul Desarticulada na Região Metropolitana de Porto Alegre uma quadrilha que usava gráfica clandestina para falsificar dinheiro e documentos

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Operação resultou em quatro prisões na cidade de Alvorada. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil gaúcha desarticulou, na manhã desta quarta-feira (30), um grupo criminoso que gerenciava uma gráfica clandestina na cidade de Alvorada, Região Metropolitana de Porto Alegre. Investigações haviam apontado que os equipamentos do local vinham sendo utilizados para produzir moedas e documentos falsos. Ao menos quatro pessoas foram presas.

Não por acaso denominada “Operação Casa da Moeda”, a ofensiva também resultou na apreensão de equipamentos, uma arma-de-fogo de posse restrita e com numeração raspada, além de um veículo com possível adulteração de elementos identificadores, dentre outros itens. Os suspeitos devem ser indiciados por crimes como falsificação de documento público, receptação e associação criminosa.

Gravataí

Também na Região Metropolitana da capital gaúcha, a corporação desencadeou operação cujo foco são os crimes contra a administração pública, no âmbito das prefeituras de Gravataí e Glorinha. Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão, além da suspensão do exercício das funções públicas de quatro servidores públicos.

Ao todo, mais de 80 agentes estiveram em endereços do Executivo municipal de ambas as cidades, incluindo residências e empresas. Nesses locais foram recolhidos diversos itens que poderão servir de prova, como documentos, contratos, computadores e mídias, dentre outros.

A investigação apurou que um servidor público, que é arquiteto da prefeitura e foi preso na ação, prestava serviços particulares, inclusive em horários de seu expediente no órgão público, e se locupletava ilicitamente.

Ele contava com o auxílio de outros agentes públicos, promovendo indeferimentos de projetos urbanísticos protocolados na prefeitura para, posteriormente e através de contato direto com as vítimas, apresentar melhorias nos projetos indeferidos com a elaboração de EVI (Estudo de Impacto de Vizinhança), que seria feito pelo próprio suspeito mas em nome de terceiros, por meio das respectivas notas fiscais.

(Marcello Campos)

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