Terça-feira, 19 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de novembro de 2015
O Ministério Público Estadual, em conjunto com a Brigada Militar, a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária e a Receita Estadual, deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a Operação Ju$$ara, que investiga uma organização criminosa que realiza a prática abusiva e ilegal de extração, comercialização, transporte e industrialização de palmito no RS.
Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Maquiné, Três Forquilhas, Porto Alegre, Caraá, Terra de Areia, Dois Irmãos, Canoas, Caxias do Sul, Gravataí e São Leopoldo. As investigações dão conta que o grupo criminoso extrai o palmito da espécie Juçara, ameaçado de extinção e cuja predominância encontra-se no Bioma Mata Atlântica, em Área de Proteção Ambiental, local onde a extração de produto de origem vegetal é proibida.
Os suspeitos cortam o palmito dentro da mata nativa e o cozinham na hora, em acampamentos improvisados, sob péssimas condições de higiene, e, depois disso, envasam e transportam para fábricas clandestinas, onde recebem rótulos falsificados.
A extração criminosa é feita, inclusive, dentro de unidades de conservação localizadas em vários municípios do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. São investigadas as empresas responsáveis pelas marcas Três Forquilhas, JN, Serra Azul e Conservas Manzan. As indústrias, segundo o Ministério Público, fomentam a atividade ilegal e seus responsáveis fornecem utensílios e materiais para a produção e envasamento das conservas de palmito clandestinas, como vidros, caixas, ácido cítrico e sal.
O produto é posteriormente rotulado e colocado no mercado de consumo pelas empresas como se fosse da espécie Palmeira Real, cuja comercialização é autorizada. O palmito, se preparado sem condições básicas de higiene, pode causar botulismo.
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