Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de dezembro de 2016
A propina paga pela construtora Andrade Gutierrez ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) era usada por homens de confiança dele para arcar também com despesas de sua ex-mulher, Susana Neves Cabral, 48. Em dois anos, ela teria recebido mais de R$ 883 mil, segundo o MPF (Ministério Público Federal) no Rio.
O esquema é descrito na denúncia oferecida à Justiça Federal pela força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio, que deflagrou a Operação Calicute. Com a exceção da ex-mulher de Cabral, os envolvidos nos pagamentos ilícitos estão presos, inclusive sua mulher, a advogada Adriana Ancelmo, que se entregou à Justiça nessa terça-feira (6).
Os procuradores, no entanto, indicam que Susana será investigada “oportunamente”, assim como “outros possíveis recebedores de valores ilícitos”. Mãe do secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude do Rio, Marco Antônio Cabral (PMDB), ela faz parte de uma família de políticos.
Susana é neta do ex-presidente Tancredo Neves (1910-1985), prima do vice-governador do Rio, Francisco Dornelles (PP), e do senador Aécio Neves (PSDB-MG).
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